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Barra está alta para mover juros em qualquer direção enquanto Fed espera certeza, diz dirigente

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O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Chicago, Austan Goolsbee, alertou, em entrevista à CNBC nesta sexta-feira, 23, que a barra de condições para mover as taxas de juros em qualquer direção "está alta demais". Na visão dele, é preciso esperar até que o ambiente incerto se dissipe e os dirigentes tenham maior certeza sobre os efeitos das novas políticas do governo Trump sobre a economia.

Goolsbee destacou que não está claro quão grande será o impacto das tarifas sobre os preços, com um cenário ainda mais complexo para perspectivas de crescimento.

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Por um lado, o dirigente acredita que as políticas comerciais pesarão sobre a atividade e levarão a uma desaceleração do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA. Por outro, a proposta orçamentária prevê uma grande expansão fiscal que pode estimular a economia.

"O que o fiscal determinará no crescimento econômico dependerá da versão final da proposta", lembrou Goolsbee.

O presidente da distrital de Chicago também evitou comentários claros sobre quando espera o próximo corte de juros pelo Fed, reiterando que prefere não deixar os dirigentes de "mãos atadas". "Posso dizer que ajustei um pouco minhas expectativas e agora acredito que os juros podem cair nos próximos 10 a 16 meses para nível significativamente mais baixo que o atual", projetou.

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O dirigente ponderou que preocupações sobre estabilidade financeira são exageradas e que as taxas de juros podem ser ajustadas se houver uma crise fiscal ou outros desdobramentos de políticas comerciais. Para ele, um cenário estagflacionário é a pior situação possível para o Fed, que também considerará em suas análises o recente aumento de rendimentos dos Treasuries e seus impactos diretos sobre a economia.

Ao ser questionado sobre a independência do banco central, Goolsbee disse que ela é "criticamente importante" para controlar inflação. "Se Donald Trump escolher uma pessoa esperta e que abrace nossos mandatos, não mudará muita coisa sobre nossa postura", acrescentou, ao especular sobre um eventual substituto do presidente do Fed, Jerome Powell.

Tarifas à UE

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O presidente do Federal Reserve de Chicago afirmou ainda que aumentar as tarifas norte-americanas contra a União Europeia (UE) para 50% tem uma "ordem diferente de magnitude", muito mais elevada do que a atual e capaz de gerar riscos para as cadeias de oferta. "Se olharmos para esse nível, é assustador", disse.

Goolsbee alertou que, sem um acordo para minimizar tarifas, abrir mercados e com novos anúncios inesperados de políticas comerciais a cada semana, o ambiente incerto e as interrupções nas cadeias de oferta podem crescer a níveis comparáveis ao período da pandemia, entre 2020 e 2022.

Segundo ele, contatos recentes com CEOs de grandes empresas mostram que o setor corporativo quer consistência nas políticas do governo do presidente dos EUA, Donald Trump. "Estão em momento em que não podem tomar decisões ou direcionar investimentos, porque tudo muda o tempo todo", afirmou, ao ser questionado sobre anúncios recentes do presidente americano.

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Mais cedo, Trump ameaçou tarifar iPhones da Apple em ao menos 25%, caso a empresa não transfira produção para os EUA, e recomendou tarifas de 50% sobre a União Europeia, alegando que as negociações comerciais não estão "chegando a lugar nenhum".

Goolsbee apontou que, se as tarifas se estabelecerem em torno de 10%, a economia dos EUA poderá ter apenas um choque temporário, como em 2018, e evitar um "choque terrível".

O dirigente revelou, contudo, que seu maior medo é que as novas políticas já estejam afetando a economia em um nível profundo, mas sem que seja perceptível agora e que aparecerá "demasiadamente tarde" nos dados.

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