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Bailey diz que BC da Inglaterra pretende continuar a cortar juros, mas que ainda decidirá ritmo

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O presidente do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), Andrew Bailey, afirmou nesta quinta-feira, 6, que os dirigentes pretendem continuar a cortar taxas de juros gradualmente, mas que a "rapidez e a força" das reduções será decidida a cada reunião, dependendo dos dados. "O corte que fizemos hoje será benéfico para muitos", disse, em coletiva de imprensa para comentar a decisão monetária divulgada mais cedo.

O BoE reduziu sua taxa básica de juros em 25 pontos-base, a 4,50%.

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O comentário de Bailey reflete parte da divisão no conselho de dirigentes, que não encontrou unanimidade quanto a magnitude do corte de juros nesta reunião. "Enfrentamos muitas incertezas", admitiu o presidente.

Bailey reiterou o compromisso de garantir que a inflação retorne para a meta de 2% e que algum nível de restrição dos juros ainda é apropriado, devido ao ambiente de elevadas incertezas domésticas e externas.

A autoridade reforçou que mais cortes de juros dependem da continuidade do processo de desinflação.

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"Algumas pressões inflacionárias domésticas permanecem e justificam cautela ao ajustar os juros", afirmou o presidente do BoE, acrescentando que a política monetária não está em uma trajetória "predeterminada".

Progresso da desinflação

O presidente do Banco da Inglaterra ressaltou que ainda vê progresso da desinflação no Reino Unido, mas em nível mais lento e com "percalços" no caminho até a meta de 2%. Em coletiva de imprensa, a autoridade defendeu que os fatores que levaram a recente aceleração dos preços - como alta nos custos de energia - devem ser temporários. "A maior parte destes fatores não está diretamente conectada à economia britânica", disse.

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Sobre a economia doméstica, Bailey também notou que as pressões inflacionárias subjacentes começaram a recuar, que o avanço salarial deve moderar em breve e que há desaceleração do mercado de trabalho.

Segundo ele, este cenário reflete um perfil de enfraquecimento da demanda e do Produto Interno Bruto (PIB). "Contatos sugerem que empresas estão relutantes em repassar preços devido a demanda fraca", afirmou o presidente, mas ponderou que "ainda não está claro como isso afetará a inflação".

Bailey reiterou as projeções do banco central de que a inflação deverá retornar para 2% no médio prazo e disse que não usaria palavra "estagflação" para definir economia do Reino Unido no momento.

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Ele ressaltou que os dirigentes vão trabalhar para alcançar a estabilidade de preços e que as dinâmicas de equilíbrio entre oferta e demanda definirão a trajetória dos juros. "Precisamos garantir que não vão haver efeitos secundários na inflação de serviços", afirmou.

Corte nas projeções para o PIB

O presidente do Banco da Inglaterra afirmou ainda que o corte nas projeções para o crescimento do PIB do Reino Unido não refletem o orçamento fiscal proposto pela ministra das Finanças, Rachel Reeves, ao ser questionado em coletiva de imprensa.

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Bailey observou que existem inúmeros fatores da economia doméstica - como a maior resistência de consumidores em gastar - e da economia externa que explicam a revisão nos números da atividade econômica.

O presidente do BC britânico demonstrou apoio sobre as reformas econômicas propostas por Reeves, alegando que mudanças estruturais são necessárias para impulsionar a atividade do Reino Unido no longo prazo. "Mas essas reformas estruturais levam tempo para acontecer", ponderou. "Garantir que elas aconteçam de fato pode ter efeito de elevar a confiança doméstica."

Sobre os fatores externos, Bailey comentou e uma fragmentação da economia e do comércio global podem ter um impacto significativo sobre o Reino Unido. Ele ressaltou que ainda é difícil fazer uma previsão clara sobre como os efeitos de tarifas impostas pelos EUA vão afetar a inflação britânica, mas que já é possível estimar que terão efeitos negativos sobre o crescimento e sobre o comércio.

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Na visão dele, a magnitude dos impactos dependerá da resposta de outros países e do rumo das políticas comerciais no mundo. "Teremos que ver, por exemplo, se vão acontecer mudanças nas cadeias de oferta e nos fluxos de exportação de bens", pontuou.

Reflexo do ambiente incerto, os estoques de ouro do BoE caíram 2% desde o fim de 2024, devido a forte demanda dos mercados por segurança, de acordo com vice-presidente do Banco da Inglaterra, David Ramsden, que também estava presente na coletiva.

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