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B3 registra lucro líquido de R$ 907,8 milhões no 4tri25, queda de 23% ante o 4tri24

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A B3 registrou lucro líquido de R$ 907,8 milhões no quarto trimestre de 2025, uma queda de 23% em relação ao quarto trimestre de 2024 e de 27,2% frente ao terceiro trimestre de 2025. O lucro líquido recorrente ajustado pelo benefício fiscal do ágio, que desconsidera, entre outros efeitos, o impacto contábil da atualização do imposto diferido e os juros sobre capital próprio (JCP) extraordinários, registrou alta de 21,9% em base anual e subiu 16,3% frente ao terceiro trimestre, somando R$ 1,464 bilhão. No ano de 2025, o lucro líquido recorrente da B3 foi de R$ 5,3 bilhões, crescimento de 10%.

O Ebitda recorrente subiu 14,5% para R$ 1,829 bilhão no quarto trimestre frente ao mesmo intervalo de 2024 e registrou alta de 5,9% em três meses. A margem Ebitda foi de 69%, uma alta de 175 pontos-base em doze meses e queda de 48 pontos-base no trimestre.

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As distribuições do trimestre totalizaram R$ 3,6 bilhões, sendo R$ 1,7 bilhão em recompras e R$ 1,9 bilhão em JCP.

A receita total atingiu R$ 2,951 bilhões no quarto trimestre, alta de 10,6% em relação ao mesmo trimestre de 2024 e de 6,7% em comparação com o terceiro trimestre de 2025.

O resultado financeiro somou R$ 95,2 milhões, após ficar negativo em R$ 2,1 milhões o quarto trimestre do ano passado. Frente ao terceiro trimestre de 2024, subiu 55,1%.

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Em todo o ano de 2025, as receitas somaram R$ 11,1 bilhões, crescimento de 5% em relação a 2024. "Em 2025, a B3 consolidou a força do seu modelo de negócios diversificado, sustentado por uma estratégia consistente e executada com eficiência, disciplina e clareza de propósito. Em um cenário macro ainda desafiador, a companhia manteve sua excelência operacional ao mesmo tempo em que acelerou a modernização de sua infraestrutura tecnológica e expandiu seu portfólio de produtos, reforçando a prontidão para capturar oportunidades", disse o diretor financeiro da B3, André Milanez.

Em 2025, o retorno aos acionistas foi de R$ 6,3 bilhões, sendo R$ 3 bilhões em JCP e R$ 3,3 bilhões em recompras, o que representou 4,6% do capital social da companhia. O payout, que é o porcentual de lucro que uma empresa paga aos seus acionistas, foi de 137%, no período.

A B3 informou ainda que no final do ano passado, foi anunciado o aumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), com isso, a B3 reconheceu um impacto na atualização dos impostos diferidos ligados à amortização fiscal do ágio, no valor de aproximadamente R$ 1 bilhão.

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Segundo a companhia, a movimentação contábil é pontual e extraordinária: o benefício fiscal já foi utilizado e não causará nenhum reflexo na geração de caixa da companhia.

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