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Aumento dos combustíveis eleva estimativa do IPCA de 6,2% para 7,5%, diz FGV

Os aumentos anunciados nesta quinta-feira, 10, pela Petrobras elevam as pressões inflacionárias no País, não apenas pelo impacto da alta dos combustíveis, mas pela irradiação desses reajustes na economia de forma geral, disse ao Broadcast (sistema de notí

Da Redação

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Escrito por Da Redação
Publicado em 10.03.2022, 15:21:00 Editado em 10.03.2022, 15:29:11
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Os aumentos anunciados nesta quinta-feira, 10, pela Petrobras elevam as pressões inflacionárias no País, não apenas pelo impacto da alta dos combustíveis, mas pela irradiação desses reajustes na economia de forma geral, disse ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) o coordenador dos Índices de Preços do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), André Braz.

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A estimativa do economista para a inflação oficial do ano, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), após os aumentos, sobe de 6,2% para 7,5%, informa, levando em conta apenas o aumento dos combustíveis.

Nesta quinta, a Petrobras anunciou que a partir da sexta-feira, o preço nas suas refinarias serão elevados em 18,7% na gasolina; 24,9% no diesel e 16% no Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), ou gás de cozinha.

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Segundo o economista, o impacto total da alta da gasolina, do diesel e do gás de cozinha será de 1,52 ponto porcentual (p.p.) nos próximos 30 dias. Mas como o mês de março já está no dia 10, observou, o impacto em março será de 1,05 p.p., e mais 0,47 p.p. em abril.

"Minha estimativa era de que o IPCA em março seria de 0,7%,com o aumento pode alcançar 1,75%, e para abril a estimativa era de 0,6% e pode fechar em torno de 1%. Vamos ter dois meses de pressão dos combustíveis no IPCA", calcula Braz.

Ele alertou, porém, que este é apenas o efeito direto do reajuste, já que a alta de preços afeta o transporte rodoviário, que é intensivo em diesel; o ônibus urbano, que já represa há algum tempo o reajuste, terá maior pressão; as máquinas agrícolas que se movimentam no campo com diesel; entre outros. "A estimativa do impacto indireto é difícil porque é muito espalhada, mas não será desprezível e vai acelerar muito a pressão inflacionária em 2022", explica.

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Segundo Braz, esse aumento tem relação direta com a guerra entre Rússia e Ucrânia e mesmo que o conflito cesse nos próximos dias, ainda vai levar um tempo para o preço da commodity baixar, e o preço deve continuar alto por alguns meses. "Mesmo que a guerra termine amanhã, os embargos contra a Rússia vão continuar. Isso vai mexer com a logística da distribuição de petróleo e isso mexe com o preço, pode manter o preço em um patamar mais alto", afirma.

Ele destaca que a Rússia tem um peso muito grande no setor de petróleo, e por este motivo a alta do petróleo pode ser mais persistente e com isso influenciar ainda mais a inflação do ano.

Depois de tocar os US$ 139,13 na última segunda-feira, 7, o petróleo vem cedendo de preço e operava nesta quinta-feira cotado a US$ 112,11 o barril.

O governo brasileiro e o Congresso Nacional buscam uma solução para evitar que a grande volatilidade externa da commodity continue a contaminar os preços internos, porém não existe consenso sobre a melhor medida a ser tomada e nada foi decidido.

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