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Ata: Copom julgou, por cenário adverso, que era apropriado indicar que ciclo não está encerrado

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O Comitê de Política Monetária (Copom) disse, na ata da sua última reunião, que o cenário econômico está adverso, que pretende diminuir o ritmo das altas da Selic a partir da próxima reunião, mas que o ciclo de aperto monetário ainda continuará. "O Comitê, em sua comunicação, optou por conjugar três sinalizações sobre a condução de política monetária, caso se confirme o cenário esperado. Primeiramente, julgou que, em função do cenário adverso para a dinâmica da inflação, era apropriado indicar que o ciclo não está encerrado", pontuou no parágrafo 19.

Ainda no trecho que tratou da discussão da condução da política monetária, o colegiado apresentou sua segunda sinalização: em função das defasagens inerentes ao ciclo monetário em curso, o comitê também julgou apropriado comunicar que o próximo movimento seria de menor magnitude. Além disso, completou que, diante da elevada incerteza, optou-se por indicar apenas a direção do próximo movimento.

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"Na análise do Comitê, o cenário se desenrolou de tal maneira que a indicação anterior de elevação de 1,00 ponto porcentual na taxa Selic se mostrava a decisão apropriada. Julgou-se que o aperto monetário era requerido para a convergência da inflação à meta em um cenário marcado por expectativas desancoradas, projeções elevadas de inflação e resiliência na atividade", justificou sobre a alta de 13,25% para 14,25% do juro básico determinada na semana passada.

Para além da próxima reunião, conforme o comitê, a magnitude total do ciclo de aperto monetário será ditada pelo "firme compromisso de convergência da inflação à meta". Também dependerá, como citou o Copom, da evolução da dinâmica da inflação, em especial dos componentes mais sensíveis à atividade econômica e à política monetária, das projeções de inflação, das expectativas de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos.

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