Economia

América Latina manteve forte recuperação econômica, mas desafios devem pesar

Carlos Dias, especial para a Broadcast (via Agência Estado) ·
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A América Latina manteve sua forte recuperação no início de 2022, muito embora o enfraquecimento da atividade econômica e a inflação persistente sejam desafios. A análise é do Fundo Monetário Internacional (FMI), em publicação no blog da entidade, divulgada nesta quarta-feira.

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As economias da América Latina e do Caribe continuaram sua forte recuperação pós-pandemia, mas há sinais de mudanças, à medida que as condições financeiras globais são adversas, os preços das commodities revertem tendência de alta e a inflação persiste.

A reabertura de setores intensivos, especialmente hotelaria e viagens, uma demanda reprimida e financiamento externo favorável ajudaram para a melhora da economia no primeiro semestre, informa o FMI. O setor de serviços, aliás, recuperou o ritmo e o emprego em níveis pré-pandemia. No setor, o crescimento anual atingiu 2,8% no primeiro trimestre, em comparação a uma média de 1,7% nos anos anteriores à pandemia. E os indicadores apontam para um impulso continuado no segundo trimestre.

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Para o Fundo, o Produto Interno Bruto (PIB) da região da América Latina e Caribe deve crescer 3% este ano, um aumento em relação à previsão anterior feita em abril, de 2,5%.

No entanto, a região enfrenta desafios significativos, o que inclui o aperto financeiro global, menor crescimento da economia mundial, inflação persistente e crescentes tensões sociais em meio crescente insegurança alimentar e energética. Esses fatores conjugados contribuem para o rebaixamento do crescimento para 2,0% em 2023, 0,5 ponto porcentual abaixo do previsto em abril.

Como em outros lugares, as pressões de preços na região provavelmente permanecerão altas por algum tempo, informa o FMI. As previsões são de inflação de 12,1% e 8,7% para 2022 e 2023, respectivamente, as maiores taxas dos últimos 25 anos. Isso significa que se espera que a inflação exceda o limite superior da meta dos bancos centrais em cerca de 400 pontos-base, em média, nas cinco maiores economias da América Latina (Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru) até o final deste ano. E ficar fora da meta em alguns países nos próximos anos.