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    Alívio em juro da T-note impulsiona Ibovespa, que tenta sustentar 113 mil pontos

    Escrito por Da Redação
    Publicado em 26.02.2021, 11:48:00 Editado em 26.02.2021, 11:50:43
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    A alta das bolsas em Nova York nesta manhã, em meio a um quadro de alívio no juro do Treasury de longo prazo nos EUA, permite recuperação do Ibovespa, que tenta sustentar os 113 mil pontos e também a perda mensal, que estava acima de 5% até ontem e cedeu para -4,8% há pouco, para recuo de cerca de 4% hoje. "Os dados de inflação norte-americanos vieram em linha. O fato de não assustar é bom, tanto que o título de dez anos está calma, depois da forte aceleração ontem", diz um operador.

    Porém, o fôlego parece curto. As ações da Petrobras cedem, acompanhando o recuo do petróleo no exterior, e ainda com investidores cautelosos quanto ao andamento da empresa após o anúncio da troca de comando na estatal pela indicação do general Joaquim Luna e Silva pelo presidente Jair Bolsonaro.

    "O noticiário com relação à empresa continua o mesmo negativo", completa o operador.

    A despeito da indicação de que fechará fevereiro com queda, o Ibovespa acumulará menos retração do que a de 8,37% vista no fechamento de igual mês de 2020, no dia 28. Dois dias antes, o Brasil registrava o primeiro caso da covid-19. De um ano para cá são mais de 250 mil pessoas mortas e de 10 milhões de casos da doença, com o País ainda caminhando lentamente no processo de vacinas e os leitos de hospitais lotados.

    "Não temos nada de notícias positivas no Brasil, pelo contrário. Seguem as preocupações ligadas à Petrobras, ao Orçamento de 2021 que ainda não foi votado e tem ainda dúvidas sobre a PEC Emergencial do auxílio emergencial. Será que ficará desidratada, fatiada, como será?", questiona Bruno Takeo, gestor da Ouro Preto Investimentos.

    Um dos indicadores mais esperados do dia - o da inflação ao consumidor americana -, de certa forma, veio dentro do esperado. Contudo, o fato de não ter surpreendido ajuda a dar certo alento aos mercados, depois da piora da véspera quando os títulos de dez anos dos EUA avançaram de forma considerável. Há pouco, o treasury de dez anos cedia.

    "O mercado até melhorou um pouco após o resultado, mas nada excepcional", observa o estrategista-chefe do Grupo Laatus, Jefferson Laatus, lembrando que apesar dos movimentos recentes do mercado em relação a uma aprovação do pacote fiscal dos EUA, que pode ser votada hoje, a questão começou a gerar receios. "Está colocando na balança, começando a fazer as contas, vendo que pode gerar inflação e aumentar a dívida americana", diz.

    "Nesta semana, houve um movimento forte da inclinação dos juros americanos e isso causou uma realização forte na Bolsa de queda", observa o estrategista-chefe da Davos Investimentos, Mauro Morelli.

    A preocupação externa também se soma a questões internas, especialmente àquelas ligadas ao fiscal, diante da espera de uma definição sobre os detalhes da retomada do auxílio emergencial. Segundo o presidente Jair Bolsonaro, a princípio, serão quatro meses de pagamento do benefício, no valor de R$ 250. No entanto, há pressão para um valor maior, de R$ 300, e sinais de que não haverá contrapartidas de curto prazo.

    O investidor ainda avaliará o balanço da Vale, que saiu de prejuízo de US$ 1,562 bilhão registrado nos três últimos meses de 2019 para lucro de US$ 739 milhões no quarto trimestre de 2020. Além disso, tem perspectiva de pagamento aos acionistas. Mas os papeis tinham alta moderada de 0,36% às 11h42. O Ibovespa subia 0,42%, aos 112.731,96 pontos, após máxima aos 113.466,21 pontos.

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