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Alimentos seguem com oferta prejudicada por condições climáticas adversas, avalia IBGE

Na passagem de março para abril, o consumidor se deparou com menos alimentos com aumentos de preços, porém, os reajustes foram mais agudos, apontou André Almeida, gerente do Sistema Nacional de Índices de Preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Esta

Daniela Amorim (via Agência Estado)

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Escrito por Daniela Amorim (via Agência Estado)
Publicado em 10.05.2024, 14:32:00 Editado em 10.05.2024, 14:37:53
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Na passagem de março para abril, o consumidor se deparou com menos alimentos com aumentos de preços, porém, os reajustes foram mais agudos, apontou André Almeida, gerente do Sistema Nacional de Índices de Preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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O grupo Alimentação e bebidas saiu de um aumento de 0,53% em março para uma elevação de 0,70% em abril, dentro do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O grupo contribuiu com 0,15 ponto porcentual para a taxa de 0,38% do IPCA do último mês.

O índice de difusão de itens alimentícios, que mostra o porcentual de produtos com aumentos de preços, passou de 61% em março para 53% em abril.

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"A gente teve menos subitens alimentícios com variação positiva, ou seja, essa queda no índice de difusão. Porém, teve variação maior em subitens alimentícios. Teve variação de dois dígitos no tomate e cebola", apontou Almeida. "Teve variações mais altas em alimentos que têm peso relevante no consumo das famílias, isso acaba contribuindo para essa aceleração."

Segundo o pesquisador, os preços dos alimentos têm subido nos últimos meses por uma influência climática sazonal, agravada nesta temporada pela ocorrência do fenômeno El Niño. A ocorrência de chuvas intensas e ondas de calor ainda prejudica algumas lavouras, reduzindo a oferta de determinados itens.

"Cada alimento vai ter uma explicação individualizada. Porém, de maneira geral, o que a gente observou no final do ano passado e início deste ano continua se aplicando", disse Almeida, referindo aos problemas climáticos sazonais, agravados neste ano. "Isso acaba prejudicando alimentos mais sensíveis ao clima."

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O custo da alimentação no domicílio subiu 0,81% em abril. As famílias pagaram mais pelo mamão (22,76%), cebola (15,63%), tomate (14,09%) e café moído (3,08%). Já os preços das carnes recuaram 0,97% em abril. "Tem maior oferta de animais para abate, os preços das carnes têm caído nos últimos meses", justificou Almeida.

Já a alimentação fora do domicílio aumentou 0,39% em abril. O lanche subiu 0,44% e a refeição fora de casa, 0,34%.

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