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Alcolumbre está errando feio e brincando com fogo deixando PEC do 6x1 parada, diz Boulos

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O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos, disse nesta terça-feira, 30, ao programa Bom dia, Ministro, que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), "está errando e errando feio" ao não dar andamento à proposta de emenda à Constituição (PEC) do fim da escala de trabalho 6x1.

Boulos fez uma analogia futebolística, aproveitando o clima de Copa do Mundo. Afirmou que "está tendo muita catimba" e que Alcolumbre "precisa lembrar que tem contra-ataque".

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"Não tem justificativa para uma pauta que interessa ao povo brasileiro estar parada na gaveta há um mês por interesses menores. O presidente do Senado está errando e errando feio. E acho que está brincando com fogo. Quando ele deixa essa pauta parada sem nenhuma justificativa, porque não há justificativa de mérito, política ou de qualquer ordem", declarou.

Questionado sobre qual seria esse "contra-ataque", Boulos disse que "a sociedade é quem vai dizer qual vai ser". "Achar que vai paralisar uma pauta com clamor social e que a sociedade vai assistir a isso passiva, me parece uma concepção muito temerária e equivocada", completou.

O ministro da Secretaria Geral da Presidência não disse, efetivamente, o que o governo federal deve fazer nesse sentido para garantir a aprovação da PEC do fim da 6x1. Afirmou que a principal resposta virá da pressão pública.

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Boulos também criticou a PEC apresentada pela oposição no Senado como alternativa ao fim da escala 6x1. O ministro disse que a chamada PEC da hora trabalhada representa "o fim dos direitos trabalhistas, a redução salarial e o trabalhador tendo de se virar com bicos". Chamou a proposta de "vergonha" e "farsa", além de "um tapa na cara do povo".

"Uma reportagem da Folha de S.Paulo mostrou que o senador Flávio Bolsonaro, que apoia a PEC da hora trabalhada, faltou em 43% das sessões deliberativas do Senado. Imagina se valesse para ele a PEC da hora trabalhada Não ia conseguir pagar as compras no fim do mês", declarou.

Boulos também criticou a atuação do setor empresarial contra o fim da escala 6x1. Falou que essa tentativa é uma "maneira descarada para atacar" a proposta.

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"O presidente da Fecomercio-SP chegou ao ponto de, em entrevista, atacar o fim da escala 6x1, dizendo que é uma grande besteira, e sugerir que beneficiários de programas sociais não poderiam votar", declarou.

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