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Alckmin afirma que governo mira ajustes pelos lados da receita e da despesa

O presidente da República em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quinta-feira, 13, que o governo tem mirado melhor eficiência no gasto público, que possibilite mais realizações com menos

Daniela Amorim, Denise Luna e Juliana Garçon (via Agência Estado)

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Escrito por Daniela Amorim, Denise Luna e Juliana Garçon (via Agência Estado)
Publicado em 13.06.2024, 14:15:00 Editado em 13.06.2024, 14:20:33
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O presidente da República em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quinta-feira, 13, que o governo tem mirado melhor eficiência no gasto público, que possibilite mais realizações com menos recursos. "O ministro (da Fazenda) Fernando Haddad tem feito um bom trabalho, e o governo é o governo do diálogo. Então, tenho certeza que vai ser um esforço para melhorar a arrecadação e, de outro lado, para buscar melhor eficiência no gasto público, ou seja, também trabalhar pelo lado da defesa", apontou. "Então, agir dos dois lados, pelo lado da receita e pelo lado da despesa", frisou.

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Alckmin conversou com jornalistas após participar do evento do Future Investment Initiative (FII) Institute, organização sem fins lucrativos apoiada pelo fundo soberano da Arábia Saudita, o FIP, e 30 empresas globais, no hotel Copacabana Palace, na zona sul do Rio de Janeiro.

Questionado sobre se a turbulência nos mercados poderia influenciar a próxima reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central, Alckmin disse ter confiança na manutenção do ciclo de quedas na taxa básica de juros, a Selic. "A expectativa é que continue caindo (juros). Nós não podemos agir por questões transitórias, espasmódicas. É passageiro. Os fundamentos da economia brasileira são muito sólidos. E os compromissos também. A confiança é de que vai continuar a cair", afirmou.

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Acrescentou que espera um ano de forte crescimento econômico no Brasil, mas com a inflação sob controle. Ele lembrou que risco-Brasil diminuiu, assim como o desemprego e a inflação. "Então, é fazer o crescimento brasileiro", defendeu.

O presidente em exercício argumentou que o Brasil é um grande polo de atração de investimentos, o que denota confiança. Ele lembrou que há perspectiva de crescimento da economia, acrescentando que o impulso advindo da reforma tributária "vai fazer diferença".

Alckmin mencionou ainda a visita que fez na semana passada à Arábia Saudita, que resultou na assinatura de acordo de cooperação na área de defesa. "Tenho certeza que nós vamos ter muito investimento, aliás, investimento recíproco. Lá levamos nove fundos de investimento, também para a Arábia Saudita. E o Brasil é o segundo receptor do mundo, o segundo, o terceiro, de investimento externo. Então, uma palavra de confiança", resumiu.

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O ministro destacou ainda a aprovação do Mover no Congresso, seguindo agora a sanção presidencial, com viabilização de R$ 130 bilhões de investimentos na indústria automotiva. "Então, você está dando um incentivo à descarbonização e à inovação", afirmou.

Alckmin aproveitou a oportunidade para destacar a assinatura, na quarta-feira, de um decreto como presidente em exercício, tirando o IPI na saída dos produtos para doação ao Rio Grande do Sul. "São R$ 140 milhões até 31 de dezembro. Então, foi retirado o IPI na saída dos produtos quando for doação para o Estado do Rio Grande do Sul."

Por fim, citou a promulgação de dois projetos de lei que tratam de violência contra as mulheres. "Total prioridade no atendimento à mulher vítima de violência e o segundo em igualdade de emergência, prioridade nas cirurgias reparadoras para as mulheres vítimas de violência", contou Alckmin.

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