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Economia

Vale e Petrobras limitam queda da Bolsa brasileira; dólar recua

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DANIELLE BRANT

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Bolsa brasileira fechou em baixa pelo segundo dia seguido, mas a valorização das ações da Vale e da Petrobras ajudaram a amenizar a queda, em meio a preocupações com uma guerra comercial entre Estados Unidos e China. O dólar fechou praticamente estável, cotado a R$ 3,26.

O Ibovespa, das ações mais negociadas, teve queda de 0,39%, para 86.050 pontos. O volume negociado foi de R$ 9,42 bilhões. O dia foi de vencimento de opções sobre o índice, que movimentou R$ 287,8 milhões.

O dólar comercial teve queda de 0,06%, para R$ 3,261. O dólar à vista, que fecha mais cedo, subiu 0,01%, para R$ 3,259.

Os investidores observaram com preocupação os sinais de que pode haver uma guerra comercial entre Estados Unidos e China. 

O governo Donald Trump quer reduzir em US$ 100 bilhões o superavit comercial que a China tem com os Estados Unidos, disse uma porta-voz da Casa Branca nesta quarta-feira, que não deu mais detalhes de como a administração pensa em atingir esse objetivo.

As declarações ocorrem em um momento em que o governo americano estaria preparando tarifas sobre as importações de tecnologia de informação, telecomunicações e produtos de consumo de até US$ 60 bilhões dentro de uma investigação dos EUA sobre as práticas de propriedade intelectual da China.

A produção industrial do gigante asiático cresceu muito mais rápido do que o esperado no início do ano, sugerindo que a economia pode estar ganhando força.

Na China, a produção industrial avançou 7,2% entre janeiro e fevereiro na comparação com o mesmo período do ano anterior, informou a Agência Nacional de Estatísticas nesta quarta-feira (14), contra expectativa de analistas de 6,1%. Houve forte aceleração sobre a marca de 6,2% de dezembro.

Ainda no exterior, contribuiu para o aumento da aversão a risco a decisão do Reino Unido de expulsar 23 diplomatas russos acusados de espionagem e de congelar os contatos diplomáticos de alto nível entre os países.

AÇÕES

Das 64 ações do Ibovespa, 21 subiram, 42 caíram e uma se manteve estável.

A Suzano liderou as altas, com avanço de 5,49%, seguida pela Fibria, que subiu 3,64%. As empresas estão em negociação para unir os negócios.

Entre as maiores baixas, as ações preferenciais da Eletrobras recuaram 7,36% e as ordinárias perderam 6,86% nesta sessão. A queda ocorreu em meio a dúvidas de que a base aliada do governo vai ter apoio na comissão especial na Câmara dos Deputados para analisar o projeto de lei que trata da desestatização da elétrica.

Mas a queda do Ibovespa foi amenizada pela alta das ações da Vale e da Petrobras. As ações ordinárias da mineradora subiram 1,12%, para R$ 42,60. 

Os papéis preferenciais da Petrobras subiram 1,22%, para R$ 22,38. As ações que dão direito a voto caíram 0,25%, para R$ 23,61. O dia foi de valorização do petróleo no exterior, depois de um relatório mostrar um aumento maior do que o esperado nos estoques de petróleo dos Estados Unidos, que foi compensado por grandes quedas nos estoques de destilados e gasolina.

O setor financeiro acabou puxando a queda do índice. O Itaú Unibanco teve baixa de 2,23%. As ações preferenciais do Bradesco caíram 0,54%, as ordinárias perderam 0,56%. O Banco do Brasil se desvalorizou 0,86%. As units -conjunto de ações- do Santander Brasil subiram 1,20%.

CÂMBIO

Das 31 principais moedas do mundo, o dólar ganhou força ante 20.

O Banco Central vendeu a oferta de até 14 mil contratos de swaps cambiais tradicionais (equivalentes à venda de dólares no mercado futuro). O BC está rolando os contratos que vencem em abril. Até agora, já rolou US$ 2,1 bilhões dos US$ 9,029 bilhões.

O CDS (credit default swap, espécie de termômetro de risco-país) fechou estável em 144,5 pontos. 

No mercado de juros futuros, os contratos mais negociados tiveram comportamentos mistos. O DI para abril deste ano caiu de 6,542% para 6,539%. O DI para janeiro de 2019 subiu de 6,460% para 6,490%.

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