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Ex-presidente da BRF diz que queria demitir fraudadores

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RAQUEL LANDIM

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ex-presidente da BRF Pedro Faria declarou nesta quinta-feira (8), em depoimento à Polícia Federal, que estava se referindo a "remoção, demissão e outras medidas disciplinares" ao pedir "medidas drásticas" em um email aos seus subordinados, após ser informado de denúncias de fraudes feitas por uma ex-funcionária.

Faria está preso desde segunda-feira (5) em Curitiba em razão das investigações da Operação Trapaça. Para o Ministério Público, ao pedir "medidas drásticas", ele orientou os funcionários a encobrir o delito.

O pedido de prisão temporária vence nesta sexta-feira (9), e a Justiça vai decidir se ele aguarda o processo em liberdade ou se permanece na cadeia.

De acordo com Faria, a ação trabalhista movida por Adriana Marques Carvalho, supervisora de qualidade da uinidade de Rio Verde (GO), foi a "gota d'água" dos vários problemas enfrentados na unidade, como o elevado número de reclamações de clientes.

Em uma ação trabalhista movida contra a BRF em 2015, Carvalho disse que era obrigada a alterar os resultados de exames laboratoriais que davam positivo para a presença da bactéria salmonela.

O objetivo era manter a empresa nos limites tolerados pelo Brasil e por países importadores.

A denúncia contra Faria está baseada num email enviado por ele a três vice-presidentes da companhia.

Na mensagem, ele diz que a BRF "sempre leva bucha dos mesmos lugares" e pede que tomem "tome medidas drásticas".

Na quarta-feira (7), Hélio Mendes dos Santos Junior, ex-vice-presidente de suprimentos da empresa e um dos destinatários do email, também prestou depoimento, corroborando a versão de Faria.

O Ministério Público Federla acusou Junior de fazer parte do esquema, porque ele respondeu à mensagem de Faria dizendo "vamos juntos eliminar todas as exposições". Já o executivo afirmou que o objetivo era "sanear os problemas".

A OPERAÇÃO

Deflagrada na segunda-feira, a Operação Trapaça apontou que setores de análises da BRF e cinco laboratórios credenciados pelo Ministério da Agricultura fraudavam resultados de exames em amostras do processo industrial, informando dados fictícios ao Serviço de Inspeção Federal.

O objetivo era reduzir os níveis da salmonela, que impediriam a exportação dos produtos para mercados externos de controle mais rígido.

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