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Petros e Previ apresentam chapa para conselho da BRF

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os fundos de pensão Petros e Previ apresentaram neste sábado (3) a chapa com com 10 integrantes indicados para concorrerem ao Conselho de Administração da BRF. Os dois fundos pedem a saída de Abilio Diniz da presidência do conselho desde o prejuízo recorde, de R$ 1,1 bilhão, registrado em 2017.

A reunião do conselho foi convocada para esta segunda-feira (5) por Abilio. O empresário, que preside o conselho desde 2013, divulgou nota comentando o caso, lamentando o mau resultado e criticando Petros e Previ pela falta de diálogo na crise.

Petros e Previ indicaram Augusto Marques da Cruz Filho para a presidência do conselho e Francisco Petros para a vice-presidência. Completam o conselho: Guilherme Afonso Ferreira; Walter Malieni Jr.; José Luiz Osório; Roberto Antônio Mendes; Dan Ioschpe; Roberto Funari; Vasco Augusto Pinto da Fonseca Dias Júnior e o Luiz Fernando Furlan.

Mais de 40% dos acionistas da empresa já se alinharam contra o atual conselho. Petros, funde de pensão da Petrobras, e Previ, do Banco do Brasil, somam 22% das ações. Os acionistas minoritários da BRF no mercado brasileiro também já indicaram que vão apoiar a destituição de Abilio. Fundos estrangeiros, como o Aberdeen (5%), também estão com os fundos.

Os donos da Sadia, marca que se fundiu à Perdigão em 2009 para criar a BRF, têm uma participação de cerca de 8% e também se alinham aos fundos. Na chapa apresentada por Previ e Petros está mantido o nome o ex-ministro Luiz Fernando Furlan, que é herdeiro da família fundadora Sadia.

"Apresentamos um grupo experiente e com competências complementares, o qual deverá, com total independência, imprimir novos rumos e viabilizar a recuperação da BRF, superando os grandes desafios que a empresa precisa enfrentar", diz Daniel Lima, diretor de Investimentos da Petros.

PROBLEMAS

A Operação Carne Fraca, que apurou irregularidades em frigoríficos, atingiu a BRF em abril. Um conselheiro politicamente importante, Aldemir Bendine (ex-presidente do BB e da Petrobras), deixou a posição e acabou sendo preso depois pela Operação Lava Jato. E a delação da JBS revelou que dois ex-conselheiros da empresa agiam como infiltrados da rival, visando a facilitar a venda da BRF. 

Além disso, houve problemas de gestão. O braço direito de Abilio teve de deixar uma vice-presidência por ter sido condenado por fraude em segunda instância, num caso sem relação com a BRF. E o então presidente da empresa, Pedro Faria, caiu, sendo substituído em dezembro por José Drummond.

Faria, oriundo do fundo Tarpon (7,26% da BRF), foi aliado de Abilio (3%) ao longo de seu mandato, quando a empresa teve valorização.

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