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Medidas reduzem os impactos ambientais da casa

MARA GAMA SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Antes de comprar aparelhos que prometem economia, o primeiro passo para ter uma casa mais sustentável é analisar os itens que causam impactos ambientais, quantificá-los e tentar reduzir os tempos de uso ou quantidade

Da Redação

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Escrito por Da Redação
Publicado em 03.03.2018, 09:15:00 Editado em 03.03.2018, 09:15:06
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MARA GAMA

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Antes de comprar aparelhos que prometem economia, o primeiro passo para ter uma casa mais sustentável é analisar os itens que causam impactos ambientais, quantificá-los e tentar reduzir os tempos de uso ou quantidades. Geração de lixo, consumo de energia e consumo de água são os três grupos de atividades importantes.

Metade do consumo total de água doméstico, por exemplo, vem do chuveiro. "Se um item apenas é responsável por 50% do gasto, é claro que você deve começar por ele. Regulando o tempo de banho, o resultado vem na conta", diz o engenheiro Luiz Henrique Ferreira, da consultoria Inovatech. "Para obter esse controle, os timers podem ajudar", diz.

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No consumo de energia, os vilões são chuveiros, geladeiras e aparelhos de ar condicionado. "Em habitações de mais baixa renda, são as geladeiras. Em geral, há mais pessoas em cada casa, ficando mais tempo, e por isso a geladeira será aberta mais vezes, aumentando o peso desse item na conta geral", afirma Ferreira.

"Nas casas de classe média alta, em primeiro lugar estão chuveiros elétricos e depois vêm os aparelhos de ar condicionado".

Ferreira aponta, porém, que está acontecendo uma mudança de padrão. "Há 10 anos, a maior parte das casas em São Paulo não possuía ar condicionado e as pessoas conseguiam viver sem eles, suportando a amplitude térmica das estações frias até as quentes. Hoje, a resiliência à mudança térmica está ficando menor e, por isso, o consumo de energia está aumentando", afirma.

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A boa notícia, segundo Ferreira, é que atualmente os construtores são obrigados a executar obras com mais conforto térmico, acústico e de insolação.

"Os edifícios mais novos devem seguir a A NBR 15.575, que vale desde 2013 e que exige que a carga térmica neles seja menor, o que faz com que os investimentos em equipamentos possam ser menores", conta.

ROTEIRO

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Abaixo, um roteiro simplificado para tornar a casa mais sustentável:

- Identifique quais são os principais impactos da sua casa: geração de lixo, consumo de energia e consumo de água são os mais comuns;

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- Quantifique em volume ou dinheiro esses impactos;

- Pesquise e converse com amigos para saber se esses volumes e valores são médios, altos ou baixos;

- Antes de investir em novos equipamentos ou sistemas, corte excessos já detectados. Por exemplo: se você gasta R$ 500 por mês em energia elétrica, faça uma experiência de reduzir o tempo de banho em um determinado período de tempo.

- Se chegou a um consumo já testado e irredutível e ainda precisa economizar, chegou a hora de adotar máquinas ou sistemas diferentes. Painéis de energia solar, por exemplo, podem ser pagos em 2 anos e meio de uso. Para poupar água, cisternas que armazenam água de chuva são uma opção. De que tamanho? Faça uma estimativa. Quantos baldes usa para lavar a área externa e molhar as plantas? Quantas vezes você faz essa operação por semana? Com contas simples, poderá dimensionar os novos equipamentos.

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