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Trump anuncia que vai sobretaxar importação de aço e de alumínio

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ESTELITA HASS CARAZZAI

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (1º) que seu governo vai impor tarifas de importação de 25% sobre o aço e 10% sobre o alumínio, na próxima semana.

O Brasil está entre os países que mais devem ser afetados: é o segundo maior exportador de aço aos EUA, atrás apenas do Canadá. No ano passado, a receita somou US$ 2,63 bilhões (cerca de R$ 8,5 bilhões).

Trump não deu detalhes sobre as tarifas, mas afirmou que durarão bastante tempo.

O governo brasileiro recebeu a notícia com preocupação e disse que não descarta ações multilaterais para preservar os interesses do país, segundo o Ministério da Indústria e Comércio Exterior.

A decisão de Trump intensifica a política de "América em primeiro lugar". Ele fez críticas à maneira com que outros países tratam as indústrias americanas, que enfrentariam concorrência desleal.

"Eles destruíram nossa indústria de alumínio, de aço e outras indústrias, francamente. Vejam as fábricas de carros que mudaram para o México por razão nenhuma", afirmou o republicano, durante reunião com representantes da indústria americana.

"Nós não somos protecionistas. Nós queremos jogar em um campo nivelado", disse Dave Burritt, presidente da United States Steel Corporation, uma das maiores siderúrgicas dos EUA.

BRASIL

No início desta semana, o ministro brasileiro da Indústria e Comércio Exterior, Marcos Jorge de Lima, viajou a Washington para conversar com o secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross.

A imposição de tarifas fora sugerida pelo Departamento de Comércio no mês passado, em estudo encaminhado à Casa Branca.

Na ocasião, foram expostas três opções para o aço: taxação mínima de 24% a todos os países; taxação de 53% aos maiores exportadores, incluindo o Brasil; ou estabelecer uma cota à importação equivalente a 63% das importações do produto em 2017. Aparentemente, a Casa Branca escolheu a primeira opção.

No caso do alumínio, a proposta era uma tarifa global de 7,7%, ou 23,6% aos maiores exportadores.

Lima disse que o governo brasileiro esperava obter uma sinalização positiva por parte dos americanos. Os Estados Unidos são o principal destino das exportações da indústria siderúrgica brasileira.

As autoridades brasileiras argumentaram que o aço exportado para os EUA não concorre com o produto local. Segundo o ministério, 80% das exportações aos americanos são produtos semimanufaturados, que sofrem novo processo de industrialização quando chegam ao país.

Ainda não foram divulgados detalhes sobre quais alíquotas seriam aplicadas a quais países, nem por quanto tempo. O governo brasileiro informou que espera "trabalhar construtivamente com os Estados Unidos" para evitar a aplicação da sobretaxa, que traria "prejuízos significativos aos produtores e consumidores de ambos os países".

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