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Economia

Investimento se recuperou no quarto trimestre, diz Meirelles  

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MAELI PRADO

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta quinta-feira (1) que os investimentos, apesar de terem caído ao pior nível da história no ano passado, como divulgou o IBGE, mostraram recuperação no último trimestre.

Meirelles frisou que mesmo a construção civil, setor que mais demorou para mostrar sinal de recuperação, ficou positivo no último trimestre.

"Esse crescimento de 1% do PIB em 2017 é importante porque saímos da recessão, de uma queda do produto de 3,5% em 2016. Sair disso para 1% de alta é um avanço grande, e mostra que a economia está acelerando", disse, ao comentar o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) divulgado nesta quinta.

O ministro da Fazenda indicou que a retração do consumo das famílias pode ser atribuída à liberação do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) no início do ano, que antecipou decisões de compras.

"Houve uma certa antecipação de consumo no início do ano em função da liberação do FGTS, antecipando necessidades de consumo", disse Meirelles. "A liberação do Fundo permitiu uma aceleração do consumo em um momento que era importante para a economia. Quem comprou fogão no início do ano, deixou de comprar no final do ano".

Sobre o fato de a alta do PIB ter vindo um pouco abaixo do esperado pelo mercado, Meirelles frisou que a expectativa da equipe econômica era de um crescimento de exatamente 1%.

No último trimestre do ano, o PIB cresceu 0,1% em relação aos três meses anteriores. As projeções do mercado apontavam para um crescimento de 0,4% no quarto trimestre de 2017.

"Estamos entrando em 2018 com um crescimento forte, sólido, o que dá base e confirma nossas expectativas de alta do PIB de 3% neste ano."

REFORMAS

Em nota, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, afirmou que o crescimento se deve, em grande parte, à implementação de reformas, como a trabalhista e a instituição do teto de gastos, além da estabilização da economia, com inflação e juros mais baixos. “Esse conjunto de ações levou a economia a sair da maior recessão da história, para um crescimento de 1% esse ano”, disse o ministro em nota.

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