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Bolsa tem 9ª alta e novo recorde com ajuda de Petrobras e Vale

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DANIELLE BRANT

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em dia de agenda esvaziada, commodities como petróleo e minério de ferro ajudaram a impulsionar as ações da Petrobras e da Vale, respectivamente, e levaram a Bolsa brasileira a atingir a 9ª alta seguida e novo recorde nominal nesta segunda-feira (26). O dólar fechou em baixa e terminou cotado a R$ 3,23.

O Ibovespa, índice das ações mais negociadas, subiu 0,41%, para 87.652 pontos. Foi o quinto recorde nominal consecutivo. Se corrigida pela inflação, porém, a máxima de 73.516 pontos de maio de 2008 ainda estaria bem acima do atual patamar, equivalendo a cerca de 130 mil pontos.

O dólar comercial fechou em baixa de 0,27%, para R$ 3,233. O dólar à vista caiu 0,01%, para R$ 3,237.

Sem grandes notícias no dia, os investidores acompanharam o mercado internacional, que também fechou no azul. Na Europa, os principais índices subiram: Londres teve alta de 0,62%, Paris avançou 0,51% e Frankfurt se valorizou 0,35%.

Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones subiu 1,58%. O S&P 500 se valorizou 1,18%, e o índice da Nasdaq avançou 1,15%. ​No cenário doméstico, os investidores analisaram o mais recente Boletim Focus, que reduziu mais ainda a projeção para a inflação neste ano —está em 3,73%— após o IPCA-15 subir 0,38% em fevereiro, abaixo do esperado por analistas.

O resultado levou analistas a verem uma nova redução de juros na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central), em março. A mediana do grupo dos cinco analistas que mais acertam está em 6,63% ao ano, o que sugere nova queda da taxa Selic. Para o fim do ano, porém, a perspectiva para o juro foi mantida em 6,75%.

AÇÕES

Aqui, a alta da Bolsa foi conduzida pelas ações de empresas ligadas a commodities.

Os papéis da Petrobras e da Vale registraram valorização de cerca de 2% e impulsionaram o Ibovespa.

As ações preferenciais da estatal subiram 1,89%, para R$ 21,52. Os papéis ordinários avançaram 2,34%, para R$ 23,18.

A alta ocorreu na esteira do avanço dos preços do petróleo. A commodity subiu nesta segunda-feira, atingindo uma máxima de três semanas, apoiada pela forte demanda dos Estados Unidos e por comentários da Arábia Saudita de que continuaria a reduzir a produção, alinhada com os esforços liderados pela Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo).

As ações ordinárias da Vale subiram 2,86%, para R$ 47,40, em dia de alta dos preços do minério de ferro.

Das 64 ações do Ibovespa, 35 subiram, 28 caíram e uma fechou estável.

A Magazine Luiza liderou as altas do índice, com avanço de 8,43%. A CSN se valorizou 6,04%, e a Usiminas subiu 4,51%.

Na ponta contrária, a CCR recuou 10,01%. Na sexta-feira (23), o jornal "O Globo" informou que o empresário Adir Assad disse em delação premiada que teria pago comissão ao ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, em esquema de corrupção a que é atribuído o envolvimento do grupo CCR.

A empresa, no entanto, afirmou que segue "rigorosamente legislações vigentes e normas de conduta previstas no Código de Conduta Ética da Companhia e na Política da Empresa Limpa".

A Hypera (ex-Hypermarcas) caiu 4,57%, e a Ecorodovias se depreciou 4,30%.

No setor bancário, as ações do Itaú Unibanco caíram 0,11%. Os papéis preferenciais do Bradesco terminaram estáveis, e os ordinários recuaram 0,21%. O Banco do Brasil subiu 1,46%, e as units -conjunto de ações- do Santander Brasil subiram 0,47%.

CÂMBIO

O dólar perdeu força ante 20 das 31 principais moedas do mundo. O desempenho ocorre antes do primeiro depoimento do novo presidente do banco central americano, Jerome Powell, no Congresso americano.

Powell falará nesta terça na Câmara dos Deputados americana. Na quinta, ele fala no Senado. Serão os primeiros depoimentos ao Congresso após assumir o comando do Fed, em substituição a Janet Yellen. Os investidores buscam pistas de como o Fed vê a economia americana neste momento e também sobre os próximos passos da sua política monetária.

Aqui, o Banco Central vendeu a oferta de até 9.500 contratos de swap cambial tradicional (equivalentes à venda de dólares no mercado futuro), rolando os que vencem em março. Até agora, já rolou US$ 5,7 bilhões dos US$ 6,154 bilhões que vencem no mês que vem.

O CDS (credit default swap), espécie de seguro contra calote do país, teve queda de 3,02%, para 150,1 pontos.

Os contratos mais negociados de juros futuros tiveram comportamento misto. Os DIs para abril de 2018 caíram de 6,606% para 6,604%. Os DIs para janeiro de 2019 tiveram alta de 6,538% para 6,545%.

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