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App de transporte planeja parcerias públicas no Brasil

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TAÍS HIRATA

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O aplicativo de mobilidade Moovit planeja firmar parcerias com prefeituras no Brasil e no mundo, afirmou o presidente global da empresa israelense, Nir Erez. A ideia é traçar mapas de mobilidade das cidades, que poderão ser usados por órgãos e empresas que operam sistemas de trânsito.

"Coletamos mais de 1 bilhão de dados por dia. Queremos investir mais em análise dessas informações e dar mais visibilidade às demandas de mobilidade das cidades: como as pessoas se movem dos subúrbios ao centro das cidades, que linhas estão usando, quanto andam até as paradas de ônibus", disse Erez à reportagem.

A empresa também pretende ampliar sua equipe de vendas para fazer contato com prefeituras e companhias responsáveis pelas estruturas de mobilidade urbana. A companhia não quis informar o valor dos serviços.

"Hoje, esse tipo de parceria é mais forte em países da Europa e da América do Norte, mas recentemente temos falado com [autoridades de] cidades da América Latina, e acredito que será algo mais comum no Brasil."

Já há algumas parcerias do gênero no país, em cidades como São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Brasília, entre outras, mas ainda há um grande potencial de expansão desse tipo de contrato no Brasil, afirmou o executivo.

Além disso, a empresa pretende aprimorar sua plataforma para agregar mais serviços. Em alguns locais, por exemplo, já há integração do aplicativo com sistemas de bicicleta e de táxis. Um dos planos é que usuários possam comprar bilhetes de transporte público, fazendo integração com sistemas de recargas nas cidades -como o Bilhete Único de São Paulo.

Já há negociações em andamento no Brasil para realizar esse tipo de conexão, mas a empresa ainda não pode revelar em quais locais. "Acredito que, no próximo mês, poderemos abrir novidades sobre esse tema", afirmou o presidente.

INVESTIMENTOS

A companhia acaba de levantar US$ 50 milhões (R$ 162 milhões, na cotação atual) em uma rodada de investimento, liderada pela Intel Capitale, da qual participaram investidores que já haviam feito aplicações na empresa, como Sequoia, BMW iVentures, NGP, Sound Ventures, BRM, Gemini, Vaizra, Vintage e Hanaco.

Os recursos deverão ser aportados ao longo de ao menos cinco anos.

Não há um valor específico a ser alocado em cada país, mas o Brasil "certamente será um dos principais destinos", uma vez que está entre os três maiores operadores da companhia, que atua em 80 países, disse Erez.

Para o executivo, a expansão no país não é limitada pelo acesso a smartphones (um problema "de cinco anos atrás", segundo ele) ou mesmo por concorrentes (que, basicamente, se resumem a empresas locais menores e o Google Maps), mas sim pela falta de dados públicos das cidades.

Hoje, a Moovit está em cerca de 200 cidades brasileiras --incluindo todas as capitais. O total de usuários por região não é divulgado, mas ultrapassa a faixa de 7 milhões no país, segundo ele. No mundo, são cerca de 120 milhões.

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