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Economia

Bolsa sobe pelo 6º dia e renova recorde nominal; dólar avança

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DANIELLE BRANT

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Bolsa brasileira conseguiu fechar no azul pela sexta sessão seguida e renovar o recorde nominal -que não desconta inflação-, mesmo com o impacto negativo nos mercados americanos da ata do banco central dos Estados Unidos, que deixa em aberto a possibilidade de aceleração da alta de juros no país. O dólar refletiu essa leitura e subiu.

O Ibovespa, índice das ações mais negociadas, teve alta de 0,29%, para 86.051 pontos. Ainda assim, se corrigido pela inflação, o patamar estaria abaixo da máxima de 73.516 pontos atingida em maio de 2008 -e que hoje equivaleria a cerca de 130 mil pontos. 

O dólar comercial subiu 0,21%, para R$ 3,263. O dólar à vista, que fecha mais cedo, avançou 0,15%, para R$ 3,254.

Em dia de agenda fraca no Brasil, os investidores voltaram as atenções à ata da última reunião do comitê de política monetária do banco central americano (Federal Reserve). No final de janeiro, o Fed manteve a taxa de juros no país na faixa entre 1,25% e 1,5% ao ano. 

No documento divulgado nesta quarta (21), o banco central americano reforçou a percepção de que a economia do país está se fortalecendo, mas alguns membros expressaram dúvidas sobre a possibilidade de a inflação atingir a meta de 2% ao ano estabelecida pelo Fed.

Apesar disso, a avaliação do mercado é de que novos dados econômicos poderiam pressionar o Fed a acelerar o ritmo de aumento de juros. "Existe essa preocupação com a migração de fluxo de mercados emergentes para americanos, diante da elevação de juros nos Estados Unidos", reconhece Roberto Indech, analista-chefe da Rico Investimentos.

Na ata, os membros do banco central avaliaram que o fortalecimento da perspectiva da economia no curto prazo indica que seria apropriada uma trajetória gradual de alta dos juros. Além disso, dados de inflação dão suporte à visão de que o indicador de preços deve se mover para cima neste ano.

A expectativa é que o banco central americano faça três altas de juros neste ano. 

AÇÕES

Dos 64 papéis do Ibovespa, 40 subiram e 24 caíram.

As ações da Lojas Americanas lideraram as altas, com avanço de 4,02%. Os papéis da Rumo subiram 3,67%, e a EcoRodovias se valorizou 3,22%.

No sentido contrário, as ações da Magazine Luiza caíram 4,16%. A Fibria perdeu 3,23%, e o Pão de Açúcar se desvalorizou 2,47%.

As ações da Petrobras acompanharam a queda dos preços do petróleo no exterior e fecharam em baixa. Os papéis preferenciais caíram 0,93%, para R$ 20,25. As ações ordinárias se desvalorizaram 1,11%, para R$ 21,44.

A mineradora Vale recuou 1,56%, para R$ 44,80.

Depois de liderarem as altas do Ibovespa na sessão de terça, os papéis da Eletrobras voltaram a subir nesta quarta, com a notícia de que a votação do projeto de lei de privatização da estatal pode ocorrer em comissão especial do Congresso na primeira quinzena de abril.

A projeção é do deputado federal José Carlos Aleluia (DEM-BA), relator da proposta na Câmara. Os papéis preferenciais da Eletrobras subiram 1,30%, e os ordinários se valorizaram 2,05%.

No setor financeiro, as ações do Itaú Unibanco subiram 1,32%. Os papéis preferenciais do Bradesco avançaram 0,53%, e os ordinários tiveram alta de 1,90%. O Banco do Brasil subiu 0,78%, e as units -conjunto de ações- do Santander Brasil avançaram 1,21%.

CÂMBIO

O dólar se fortaleceu em relação de 21 das 31 principais moedas do mundo. 

A valorização ocorreu em linha com o aumento dos rendimento dos títulos de dez anos de dívida americana, o que tende a atrair recursos de renda variável para os papéis.

O Banco Central brasileiro vendeu a oferta de até 9.500 contratos de swap cambial tradicional -equivalentes à venda de dólares no mercado futuro-, com o objetivo de rolar os contratos que vencem em março. Até agora, o BC já rolou US$ 4,275 bilhões dos US$ 6,154 bilhões que vencem no próximo mês.

O CDS (credit default swap, termômetro de risco-país) do Brasil subiu 1,19%, para 158,3 pontos.

No mercado de juros futuros, os contratos mais negociados tiveram queda. O contrato com vencimento em abril de 2018 recuou de 6,610% para 6,609%. Já o contrato para janeiro de 2019 caiu de 6,575% para 6,560%.

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