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Exterior colabora e Bolsa brasileira tem segundo dia de alta

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DANIELLE BRANT

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Bolsa brasileira acompanhou o otimismo no exterior pelo segundo dia e fechou acima dos 84 mil pontos nesta quinta-feira (15), com os investidores desconsiderando os dados de inflação nos EUA que podem indicar aumentos adicionais de juros no país. O dólar subiu para R$ 3,23.

O Ibovespa, índice das ações mais negociadas, fechou em alta de 0,90%, para 84.290 pontos. O volume financeiro negociado no dia foi de R$ 11,1 bilhões, ante média de R$ 13,6 bilhões em fevereiro.

O dólar comercial subiu 0,24%, para R$ 3,236. O dólar à vista recuou 0,25%, para R$ 3,237.

O ambiente positivo no exterior contribuiu para o desempenho positivo da Bolsa brasileira nesta sessão, apesar de dados de inflação nos Estados Unidos que elevam os temores de aumentos adicionais de juros no país. 

O índice de inflação subiu 0,5% em janeiro, acima do esperado pelo mercado. Em dezembro, o avanço tinha sido de 0,2%, segundo o Departamento do Trabalho americano.

A alta elevaria a rentabilidade dos títulos de dívida emitidos pelo governo americano, considerados de baixíssimo risco, o que enxugaria parte do dinheiro que, hoje, está aplicado em Bolsa ou na renda variável.

Aqui, os investidores acompanharam a divulgação da ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central).

Segundo o documento do BC, a piora no cenário internacional e a retomada mais consistente da atividade são fatores que contribuem para o fim deste ciclo de queda da taxa básica de juros.

Na semana passada, o BC desacelerou o passo e cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, à nova mínima recorde de 6,75% ao ano, e sinalizou o fim do ciclo de afrouxamento na Selic devido à melhor recuperação da atividade econômica no país.

O cenário de juros baixos tende a aumentar a atratividade da Bolsa no Brasil, conforme os investidores buscam aumentar seus retornos. Raphael Figueredo, sócio-analista da Eleven Financial, vê condições para que a Bolsa brasileira termine o primeiro trimestre nos 90 mil pontos -uma alta de 6,8% em relação ao atual patamar.

AÇÕES

Das 64 ações do Ibovespa, 39 subiram, 24 caíram e uma fechou estável.

A maior alta do dia veio da Magazine Luiza, com avanço de 6,04%. A Cemig avançou 5,32%, e a Bradespar se valorizou 4,35%.

A maior baixa foi registrada pela BRF, com queda de 1,99%. A JBS recuou 1,93%, e a Tim perdeu 1,81%.

As ações da Petrobras fecharam em alta, em dia de aumento dos preços do petróleo. A alta ocorreu após declarações da Arábia Saudita de que preferia o mercado apertado a um fim precoce do pacto liderado pela Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) para enxugar o excesso de oferta.

Os papéis preferenciais da Petrobras subiram 0,78%, para R$ 19,40. As ações com direito a voto avançaram 1,72%, para R$ 20,73.

A mineradora Vale se valorizou 3,24%, para R$ 45,95, em dia de alta dos preços do minério de ferro.

No setor financeiro, o Itaú Unibanco subiu 0,02%. Os papéis preferenciais do Bradesco subiram 0,41% e os ordinários subiram 0,66%. O Banco do Brasil se valorizou 0,86%, e as units -conjunto de ações- do Santander Brasil tiveram alta de 1,03%.

CÂMBIO

Das 31 principais divisas mundiais, o dólar perdeu força ante 29.

Aqui, o Banco Central vendeu a oferta de até 9.500 contratos de swap cambial tradicional, equivalentes à venda de dólares no mercado futuro. Com isso, rola os contratos com vencimento em março. Até agora, o BC já rolou US$  2,375 bilhões dos US$ 6,154 bilhões que vencem em março.

O CDS (credit default swap, termômetro de risco-país) do Brasil recuou 5,87%, para 154,6 pontos. 

No mercado de juros futuros, os contratos mais negociados tiveram queda. O contrato com vencimento em abril de 2018 recuou de 6,622% para 6,618%. Já o contrato para janeiro de 2019 caiu de 6,690% para 6,665%.

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