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Governo sondou influenciadores digitais para defender Previdência

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GUSTAVO URIBE

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O governo Michel Temer sondou influenciadores digitais em redes sociais para que eles defendessem a reforma previdenciária.

Nesta quarta-feira (7), dois usuários do LinkedIn, rede profissional focada em negócios e projetos, afirmaram que recusaram a abordagem feita por agências de publicidade que atuam para a gestão federal.

Com 255 mil seguidores, o jornalista e palestrante Murillo Leal escreveu em sua página on-line nesta quarta-feira que recebeu um telefonema com um convite para que escrevesse a favor da proposta.

"Não acreditei, chequei e era real. Estão investindo em publicidade. Obviamente, este dinheiro alto seria bem vindo na minha conta. Claro, não aceitei", disse.

No mesmo dia, o especialista em marketing digital Matheus de Souza, com 85,6 mil seguidores, escreveu que recebeu um convite do governo federal na terça-feira (6).

"Eu não usarei tua grana para falar sobre algo que não domino para uma instituição que não confio", escreveu.

Em nota, a equipe de marketing do governo afirmou que é "uma prática comum do mercado de comunicação utilizar-se de porta-vozes para transmitir mensagens à sociedade".

"É pratica usual de empresas que oferecem esse tipo de serviço atuarem proativamente e apresentarem propostas comerciais para marcas e governos. Para isso, consultam antecipadamente os possíveis contratados para saber de sua disponibilidade em participar ou não com tais depoimentos", disse.

A equipe ressaltou, contudo, que não solicitou aos influenciadores digitais os contatos dos usuários da rede social e que a proposta apresentada "não foi autorizada" pelo governo federal. O valor oferecido a eles não foi informado.

Segundo a reportagem apurou, o Palácio do Planalto avalia também buscar influenciadores digitais em outras redes sociais, como Twitter e Facebook.

A duas semanas do início da discussão da reforma previdenciária em plenário, o presidente Michel Temer intensificou a produção de propagandas nas redes sociais.

Ao todo, a estimativa é de que sejam repassados até o final de fevereiro cerca de R$ 50 milhões para as agências publicitárias realizaram campanha a favor da proposta.

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