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Investidores embolsam lucro e Bolsa recua 1,3%; dólar sobe

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DANIELLE BRANT

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Bolsa brasileira voltou a fechar no vermelho nesta quarta (7), com o mercado atento à decisão de política monetária do Banco Central e com os investidores preferindo embolsar ganhos após a alta de 2,5% da última terça (6). No mercado cambial, o dólar encostou em R$ 3,28.

O Ibovespa, índice das ações mais negociadas, recuou 1,34%, para 82.766 pontos. O volume financeiro negociado foi de R$ 11,91 bilhões -a média de fevereiro está em R$ 12,3 bilhões.

O dólar comercial fechou em alta de 0,92%, para R$ 3,277. O dólar à vista, que fecha mais cedo, subiu 0,92%, para R$ 3,272.

Analistas viram o movimento de queda desta sessão como uma realização de lucros, após a alta de 2,5% desta terça.

"Foi um dia em que nós tentamos seguir o ímpeto positivo no começo da sessão. Foi uma queda muito mais leve do que a de segunda (-2,6%) ou de sexta (-1,7%)", afirmou Adeodato Netto, estrategista da Eleven Financial.

"A sessão foi de realização. Muita coisa subiu muito forte ontem (terça), quem comprou na queda de anteontem aproveitou para vender hoje. Ainda há um descasamento de performance das Bolsas europeias e asiáticas com o que acontece com a gente por causa do fuso horário. Então vai demorar de dois a três dias para ajustar", ressaltou.

As Bolsas europeias fecharam em alta. Londres avançou 1,93%, Paris teve ganho de 1,82% e Frankfurt fechou com valorização de 1,60%. Milão (+2,86%), Madri (1,7%) e Lisboa (+2,09%) também subiram.

Nos Estados Unidos, os mercados tiveram dia de forte oscilação. O Dow Jones terminou em baixa de 0,08%, para 24.893 pontos. A Nasdaq se desvalorizou 0,90%, para 7.051 pontos. E o S&P 500 recuou 0,08%, para 2.695 pontos.

No radar dos investidores também estão as discussões sobre a reforma da Previdência. Nesta quarta, o relator da PEC (proposta de emenda à Constituição), Arthur Maia (PPS-BA), enviou novo texto de reforma da Previdência, que vai embasar uma emenda aglutinativa, texto oficial que será concluído em plenário, após discussão com os parlamentares.

Novas alterações só serão aceitas se vierem casadas com promessa de votos. A intenção é votar o texto até o dia 28, para encerrar o assunto neste mês.

Caso não haja votos suficientes para aprovar, presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) não quer nem levar o texto a plenário e pretende engavetá-lo.

AÇÕES

Das 64 ações do Ibovespa, 44 caíram, 18 subiram e duas terminaram estáveis.

Na ponta positiva, os papéis da Fibria subiram 2,74% e lideraram os ganhos do índice. A CPFL avançou 2,61%, e a Klabin teve ganho de 1,80%.

As ações da Eletrobras também subiram. Os papéis preferenciais avançaram 2,73%, e os ordinários tiveram alta de 0,81%.

Os papéis da Petrobras, da Vale e de bancos, que ajudaram a impulsionar o Ibovespa no dia anterior, pressionaram o Ibovespa em baixa nesta quarta.

As ações mais negociadas da Petrobras caíram 2,75%, para R$ 19,44. As ações ordinárias se desvalorizaram 2,87%, para R$ 20,98.

O dia foi de baixa dos preços do petróleo, após dados dos Estados Unidos mostrarem alta inesperada nos estoques de produtos refinados, alimentando temores de excesso de oferta antes da temporada em que a demanda costuma ser mais lenta. A Petrobras anunciou na noite de terça que colocou à venda a refinaria de Pasadena nos EUA.

Os papéis ordinários da Vale caíram 1,79%, para R$ 41,71.

No setor financeiro, as ações do Itaú Unibanco caíram 2,37%, devolvendo parte da alta de 3,6% do dia anterior. As ações preferenciais do Bradesco tiveram baixa de 1,5%, e as ordinárias se desvalorizaram 2,48%. O Banco do Brasil subiu 0,1%, e as units -conjunto de ações- do Santander Brasil perderam 1,91%.

CÂMBIO

No mercado cambial, o dólar ganhou força ante 24 das 31 principais moedas do mundo.

O Banco Central deu continuidade a suas intervenções no câmbio para rolar os contratos com vencimento em março. A autoridade monetária vendeu 9.500 contratos de swaps cambiais tradicionais (equivalentes à venda de dólares no mercado futuro). Até agora, já rolou US$ 950 milhões dos US$ 6,154 bilhões que vencem no próximo mês.

O CDS (credit default swap, termômetro de risco-país) do Brasil recuou 1,75%, para 150,96 pontos. 

No mercado de juros futuros, os contratos mais negociados tiveram queda. O contrato com vencimento em abril de 2018 recuou de 6,645% para 6,636%. Já o contrato para janeiro de 2019 caiu de 6,830% para 6,790%.

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