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BC reduz taxa Selic para 6,75% e juro atinge novo piso histórico

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Como esperado, o Banco Central anunciou nesta quarta-feira (7) corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juros do país, levando a Selic a 6,75% ao ano, novo piso histórico. Foi a 11ª redução seguida, mas a autoridade monetária sinalizou o fim do ciclo de quedas da taxa básica no comunicado em que justifica a decisão.

A decisão, unânime, veio em linha com o esperado pelo mercado. Dentre 40 analistas e casas ouvidos pela agência Bloomberg, 38 apostavam na queda da Selic para 6,75%. Um via corte de juro maior, para 6,5%, e outro esperava manutenção em 7% ao ano.

No comunicado, o Banco Central afirmou que, se o cenário básico com que trabalha e que inclui a inflação sob controle evoluir conforme esperado, "o Comitê vê, neste momento, como mais adequada a interrupção do processo de flexibilização monetária".

Mas advertiu de que a visão pode mudar e levar a um novo corte se o cenário básico mudar. "O Copom ressalta que os próximos passos da política monetária continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos, de possíveis reavaliações da estimativa da extensão do ciclo e das projeções e expectativas de inflação", ressaltou, no comunicado.

O Banco Central disse ainda que, apesar das turbulências recentes nos mercados globais, o cenário externo tem se mostrado favorável, amparado no crescimento econômico global que mantém o apetite por emergentes.

A queda de 0,25 ponto percentual mostrou nova redução do ritmo de corte promovido pelo Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central).

O Banco Central viu espaço para cortar mais a Selic em um cenário de inflação controlada. O IPCA, índice oficial de preços, encerrou o ano passado abaixo do piso da meta do BC pela primeira vez desde 1999.

A meta estipulada está em 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. Em 2017, o IPCA avançou 2,95%, resultado mais baixo desde 1998.

Para este ano, a expectativa é de inflação sob controle. Analistas e consultorias ouvidas no Boletim Focus, do Banco Central, veem o IPCA a 3,94% no fim deste ano. Para 2019, a estimativa é de 4,25%.

Apesar da queda, especialistas veem espaço para que o Banco Central volte a elevar a taxa básica.

"O mercado observa o cenário internacional. Se os EUA subirem juros mais rápido do que esperávamos, a atratividade dos países em desenvolvimento cai bastante e isso afasta investimentos no país", afirma Patrícia Pereira, gestora de Renda Fixa da Mongeral Aegon Investimentos.

"A longo prazo, isso pode ocasionar uma volta do aumento da taxa básica de juros por parte do Banco Central", ressalta.

PIB

A queda dos juros também deve impulsionar a economia brasileira. Em janeiro, o FMI (Fundo Monetário Internacional) melhorou as perspectivas para o crescimento do país.

O aumento foi de 0,4 ponto neste ano (quando é esperado crescimento de 1,9%) e 0,1 ponto em 2019, quando muda o governo e o país deve avançar 2,1%.

A mudança, segundo o FMI, é amparada em um avanço acima do esperado no último trimestre e na perspectiva "mais firme", diz, de implementação das reformas —embora o pacote em discussão fique aquém dos planos iniciais do governo Temer.

No terceiro trimestre, o PIB (Produto Interno Bruto) cresceu 0,1% entre julho e setembro e ficou praticamente estável em relação aos três meses imediatamente anteriores.

Foi terceiro trimestre seguido de resultado positivo. O resultado veio um pouco abaixo do previsto pelos analistas, que esperavam uma alta de 0,3%. No entanto, o IBGE revisou o desempenho do PIB em trimestres anteriores, puxando para cima o resultado da economia no acumulado do ano.

Em relação ao terceiro trimestre do ano passado, o PIB cresceu 1,4% entre julho e setembro deste ano. Neste ano, até setembro, a expansão é de 0,6%. Antes da divulgação deste resultado, a expectativa dos analistas era de um crescimento do PIB de 0,7% em 2017.

Em 2018, segundo o Focus, a economia brasileira deve crescer 2,7%.

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