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Economia

Maia evoca ao Congresso crédito por recuperação econômica

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MARINA DIAS, BRUNO BOGHOSSIAN, DANIEL CARVALHO, LAÍS ALEGRETTI, TALITA FERNANDES E LETÍCIA CASADO

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), fez nesta segunda-feira (5) um discurso em que evocou os créditos ao Congresso da recuperação econômica do país e disse que não tem "nenhum constrangimento" em defender a reforma da Previdência publicamente.

Em um momento delicado para o governo, que ainda não conseguiu angariar os 308 votos necessários para fazer avançar a proposta na Câmara, Maia ressaltou a ideia de que a reforma "garantirá igualdade" entre servidores do setor público e privado, apesar de novas concessões ainda estarem sendo feitas no texto no sentido contrário.

"Não tenho nenhum problema, nenhum constrangimento, de dizer neste plenário que a reforma da Previdência, da forma como está colocada, não é para beneficiar ninguém que ganha o teto do salário do servidor publico, ninguém que ganha o teto do regime federal. Essa Previdência vem para garantir igualdade", disse Maia durante a abertura do Ano Legislativo.

Em rápido discurso, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), também ecoou a tese de que é "essencial" fazer a reforma da Previdência para "eliminar privilégios, muitas vezes injustificáveis".

Já o presidente da Câmara aproveitou para fazer uma fala de caráter nacional, em que acenou aos governadores ao citar problemas financeiros dos Estados, e exigiu a divisão com o Palácio do Planalto do bônus pela melhora dos índices econômicos.

Segundo ele, a aprovação pelo Congresso de pautas como a reforma trabalhista e o projeto que regulamenta a terceirização ajudaram na redução da taxa de desemprego.

"A taxa de desemprego no meio do ano de 2016 chegou ao patamar de 14%, uma taxa que, certamente com esforço do governo e do Congresso, vem caindo ano a ano", disse Maia.

O discurso faz parte de uma estratégia eleitoral do presidente da Câmara que, há pelo menos três meses, tem feito ganhar corpo sua pretensão em se candidatar ao Planalto nas eleições deste ano.

Maia sabe que a nova Previdência é uma bandeira impopular e defende que, caso não haja votos suficientes para aprová-la em 20 de fevereiro, a proposta seja retirada da pauta, como mostrou a Folha de S.Paulo.

Ao final de sua fala, o deputado voltou a dizer que a Câmara tratará este ano de projetos relacionados à segurança pública, reorganização das despesas dos Estados e medidas microeconômicas, todas de mais apelo junto à sociedade.

Ele citou ainda a privatização da Eletrobras como uma medida sobre a qual os deputados vão se beneficiar em breve.

A aliados, Maia já admitiu que, sem a nova Previdência, são propostas como estas que vão acalmar o mercado.

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