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Rombo de União, Estados e municípios fica R$ 52,6 bi abaixo da meta em 2017

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MAELI PRADO

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A União, Estados e municípios tiveram um rombo de R$ 110,5 bilhões no ano passado, resultado R$ 52,6 bilhões abaixo da meta, de R$ 163,1 bilhões para União, Estados e municípios.

Superavit ou deficit primário é o quanto de despesa ou receita o governo gera, após a quitação de seus gastos, sem considerar os pagamentos com os juros da dívida.

O resultado das contas públicas, que vem sendo influenciado pelo rombo crescente da Previdência, é divulgado de duas maneiras.

A primeira divulgação, informada pelo Tesouro Nacional nesta terça-feira (30), leva em conta a economia ou despesa apenas da União, enquanto a segunda, divulgada pelo Banco Central nesta quarta (31), leva em consideração o saldo de todo o setor público (União, Estados, municípios e estatais).

Os dados informados pelo BC mostram que o resultado do Tesouro, Banco Central e Previdência foi negativo em R$ 118,4 bilhões, enquanto os Estados tiveram um superavit de R$ 6,8 bilhões.

Municípios e empresas estatais tiveram resultados positivos de, respectivamente, R$ 601 milhões e R$ 362 milhões.

ABAIXO DA META

O resultado veio tão abaixo da meta para o ano porque as receitas demoraram a reagir, se recuperando apenas a partir do segundo semestre.

Quando a arrecadação começou a crescer, o que permitiria aumentar as despesas, não houve tempo para a apresentação de projetos que permitissem a execução de recursos.

Além disso, o governo contou com uma série de receitas extraordinárias, como o leilão das hidrelétricas, e houve um forte esforço do governo para a contenção de gastos.

No ano passado, os gastos com investimentos, por exemplo, somaram R$ 46,2 bilhões -em percentual do PIB (Produto Interno Bruto), isto é, 0,7%, a rubrica fica abaixo do nível registrado em 2006.

A Previdência teve um rombo de R$ 182,4 bilhões no ano passado.

DÍVIDA

A dívida líquida do setor público fechou o ano em R$ 3,3 trilhões, ou 51,6% do PIB, alta de 0,6 ponto percentual em relação a novembro.

Já a dívida bruta fechou o ano em R$ 4,8 trilhões, 74% do PIB, uma redução de 0,2 ponto percentual na comparação com novembro.

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