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Economia

Meirelles diz que pedidos de investidor para que se candidate são 'recorrentes'

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LUCIANA COELHO, ENVIADA ESPECIAL

DAVOS, SUÍÇA (FOLHAPRESS) - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta terça-feira (23) que sempre ouve pedidos de investidores para que se candidate à Presidência.

"Isso é recorrente", afirmou ao ser indagado se ouviu pedidos para se lançar candidato no almoço que teve com empresários e investidores promovido pelo Banco Itaú em Davos, onde acontece o 48º encontro anual do Fórum Econômico Mundial.

O ministro, porém, disse que anunciará sua decisão sobre a candidatura apenas em abril.

Meirelles também afirmou que há crescente alerta dos investidores internacionais em relação às eleições do Brasil neste ano, mas que, apesar disso, o país voltou a atrair interesse.

"É notória a diferença para o ano passado", disse o ministro a jornalistas após o almoço.

"O total do investimento no Brasil está crescendo, e isso mostra o interesse gerado pelo aumento da demanda e as perspectivas. Agora, claro, não há dúvida que se olha o período mais longo, o país vai entrar num processo importante de discussão eleitoral, é normal que muitos passem a ter cautela, aguardando o desenrolar dos acontecimentos", afirmou.

"Mas o interesse ainda e muito grande, e o investimento estrangeiro direto continua a crescer."

PREVIDÊNCIA

Segundo o ministro, o clima é de "o Brasil vai bem". A principal dúvida é em relação à data de votação da reforma da Previdência -se antes ou depois do início da campanha eleitoral.

Esse é um dos fatores que levou a agência de avaliação de risco Standard & Poors a rebaixar a nota do Brasil neste mês, uma avaliação que, segundo Meirelles, "deve ser respeitada, mas não cobre o quadro todo".

Reportagem da Folha de S.Paulo desta segunda-feira (22) informa que o governo já trabalha com um plano B caso não consiga apoio suficiente para aprovar a reforma da Previdência ainda em fevereiro, como gostaria. A ideia seria fazer um último esforço de aprovação, ainda na gestão Michel Temer, em novembro.

O plano A, tanto da área econômica como do Planalto, segue sendo fevereiro. Mas a alternativa B vem se cristalizando em conversas, ainda que não seja consensual.

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