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Trump impõe tarifas comerciais contra a China

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ESTELITA HASS CARAZZAI

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - O governo do presidente Donald Trump anunciou nesta segunda-feira (22) a imposição de tarifas comerciais contra painéis solares e máquinas de lavar, importados especialmente da China, num movimento que marca o endurecimento das relações comerciais dos Estados Unidos com o país asiático.

O objetivo da medida é proteger a indústria americana da concorrência internacional, uma das principais promessas de campanha de Trump.

A decisão foi tomada após uma investigação conduzida pela Comissão de Comércio Internacional dos EUA, agência federal que atua na proteção comercial do país. A comissão concluiu que a importação massiva dos produtos estava "prejudicando seriamente a indústria nacional".

"As ações do presidente [ao tarifar as importações] deixam claro, mais uma vez, que o governo Trump sempre irá defender os trabalhadores americanos", afirmou Robert Lighthizer, representante comercial dos Estados Unidos.

As tarifas comerciais serão impostas durante até quatro anos, com alíquotas que variam entre 15% e 50% e diminuem ao longo dos anos. No caso das máquinas de lavar, as tarifas valem por três anos, começam em 20% e variam até 50%. Já os painéis solares serão tarifados durante quatro anos, com alíquota de 30% no primeiro ano e 15% no último.

BRASIL

As medidas adotadas pelo governo dos EUA são chamadas de salvaguardas, uma ação de defesa comercial baseada na comprovação de danos à indústria local -e mais rara do que as ações antidumping.

"Isso confirma a tendência protecionista do governo Trump e sua intenção de usar o maior número de mecanismos de defesa comercial possível", afirmou Antonio Josino Meirelles, diretor-executivo da BIC (Brazil Industries Coalition), organização que representa a indústria brasileira nos Estados Unidos.

Segundo Meirelles, as tarifas anunciadas nesta segunda (22) não devem ter efeitos significativos na indústria brasileira. O principal alvo é a China.

As empresas brasileiras, porém, aguardam com expectativa as conclusões de uma investigação do governo dos EUA sobre o aço, que está sob análise da Casa Branca. Há o temor de que Trump decida impor barreiras comerciais ao aço do país -embora boa parte da indústria americana seja contrária à medida, por depender da importação da matéria-prima.

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