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Grupo SEB adquire rede de colégios no Rio como parte de plano de expansão

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LUCAS VETTORAZZO

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O Grupo SEB, de educação privada com foco no ensino básico, anunciou nesta segunda-feira (22), a aquisição da rede de escolas e cursos pré vestibular Colégio de A a Z, que atua no Rio.

Os valores pagos pelo Grupo SEB, do empresário Chaim Zaher, não foram revelados. A rede do A a Z conta com sete unidades na cidade do Rio, com 3.000 alunos e ticket médio de mensalidades de cerca de R$ 2.000.

A aquisição faz parte do plano de expansão do Grupo SEB, que estuda abrir capital na bolsa neste ano ou no ano que vem.

A ideia com o Colégio de A a Z é expandir os negócios no Rio, que deve receber ainda este ano uma unidade da escola Pueri Domos, voltada para o público AB.

O Colégio de A a Z já atua nesse segmento. As escolas e cursinhos competem, por exemplo, com a rede PH, tradicional no Rio. A própria rede foi criada por antigos professores do PH, em 2006.

A ideia do SEB é expandir a prestação de serviços dos colégio do de A a Z. Atualmente, as escolas atendem da 9a série até o terceiro ano do ensino médio. As aulas são ministradas exclusivamente de manhã. No cursinho pré-vestibular há também aulas a tarde.

Um dos objetivos é oferecer também educação básica noa colégios adquiridos. Para isso, seria necessário investimento de cerca de R$ 40 milhões entre este ano e ano que vem para bancar expansão da empresa.

Há também o desejo de implantar nas escolas do A a Z o ensino bilíngue. O grupo SEB adquiriu no ano passado a rede canadense de escolas bilíngues Maple Bears, por cerca de R$ 130 milhões, segundo estimativas do mercado. A ideia é tentar incluir cursos bilíngues em pelo menos uma escola da rede A a Z ainda este ano.

Outro desejo para o Colégio A a Z é que em breve ele possa abrigar o primeiro ensino superior do SEB no Rio. Atualmente, o SEB possui a universidade Dom Bosco, em Curitiba, e a EPD (Escola Paulista de Direito). A ideia seria ter uma faculdade com cursos voltados para a nova demanda de profissionais na era da tecnologia. O modelo são de cursos convencionais, como direito, medicina e matemática, mas com foco nas novas tecnologias, como inteligência artificial e grandes dados.

EXPANSÃO

A expansão do grupo SEB, segundo Zaher, se dará por crescimento orgânico e também por aquisições.

Para isso, levantar capital é uma necessidade. Zaher disse que está estudando a possibilidade de abrir capital na bolsa. Nesta semana, o empresário fará apresentação a investidores interessados em aportar recursos na educação privada. O empresário, que tem participação minoritário no grupo Estácio, fará uma apresentação nesta terça no banco Morgan Stanley.

Zaher diz acreditar que esse ano seria um bom momento para a operação, mesmo com a expectativa de oscilação da bolsa brasileira em razão da corrida eleitoral de outubro.

"Vou investir independentemente de quem estará na presidência", disse, durante divulgação da aquisição, na tarde desta segunda, em um hotel da zona sul do Rio.

Zaher disse que está no radar do Grupo SEB investir nos próximos anos até R$ 100 milhões na criação de escolas privadas de ensino básico voltadas às camadas de mais baixa renda, das classes C, D e E. Serão 200 escolas, em todo território nacional, com mensalidades de R$ 600 a R$ 800, para competir com a escola pública.

"O nosso foco serão aquelas pessoas aue são de mais baixa renda, mas que querem uma educação de qualidade para seus filhos", disse.

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