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Economia

Bolsa atinge novo recorde nominal com dado positivo da economia

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Dados melhores que o esperado de atividade econômica impulsionaram a Bolsa brasileira nesta segunda (15), em dia de feriado nos Estados Unidos, o que limitou as negociações no mercado doméstico.

O Ibovespa, das ações mais negociadas, fechou em alta de 0,51%, para 79.752 pontos, novo recorde nominal. O giro financeiro do pregão foi de R$ 10,11 bilhões, em dia de vencimento de opções sobre ações que movimentou R$ 4,76 bilhões, o que impulsionou o volume.

O dólar comercial subiu 0,09%, para R$ 3,210. O dólar à vista, que fecha mais cedo, teve queda de 0,22%, para R$ 3,203.

O dia foi de feriado de Martin Luther King nos Estados Unidos, o que diminuiu a liquidez no mercado brasileiro. Apesar disso, os investidores avaliaram os dados de atividade econômica divulgados pelo Banco Central.

O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) avançou 0,49% em novembro na comparação com o mês anterior, contra expectativa do mercado de crescimento de 0,4%, segundo centro de projeções da agência Bloomberg.

Foi o terceiro mês seguido de expansão. Em outubro, o indicador teve crescimento de 0,37%, em número revisado pelo BC depois de divulgar anteriormente alta de 0,29%.

Apesar do dado positivo, o mercado acompanhou o alerta dado pela agência de classificação de risco Moody's, que afirmou que a flexibilização da regra de ouro pelo governo brasileiro é negativa para a nota de crédito do país.

O alerta ocorre após a agência de classificação S&P Global Ratings ter rebaixado, na última quinta, a nota de crédito do país. Um dos motivos citados foi a incerteza em torno da regra de ouro, considerando que será cada vez mais difícil não violar a meta em meio a um ritmo mais lento das reformas políticas.

A regra de ouro impede o governo federal de emitir dívida em volume superior ao investimento. Quem descumpre esta regra pode ser acusado de crime de responsabilidade, algo que pode terminar no impeachment do presidente da República.

"Aqui continua sendo impulsionado pelo fluxo de estrangeiros, independentemente de rebalanceamento após o rebaixamento da S&P e da Moody's ameaçar cortar nota pela regra de ouro", afirma Pedro Galdi, analista-chefe da Magliano Corretora.

Segundo ele, o mercado está deixando em segundo plano as discussões sobre a votação da Previdência, em especial a queda de braço entre o ministro Henrique Meirelles (Fazenda) e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia -ambos podem se lançar candidatos à Presidência.

"A posição do MDB, PSDB, do centrão, todos os aliados do governo vão ter que escolher entre [o governador de São Paulo, Geraldo] Alckmin, Meirelles e Maia", afirma Galdi. "Tem uma disputa do Maia com o Meirelles, um querendo aparecer mais que o outro. O risco é de isso atrapalhar a votação da Previdência", ressalta.

AÇÕES

Das 64 ações do Ibovespa, 44 subiram e 20 caíram.

As ações da CPFL tiveram a maior alta, com valorização de 4,06%. A Localiza subiu 3,16%, e a CSN registrou ganho de 2,57%.

Na ponta negativa, os papéis da Cielo recuaram 1,45%. A Telefônica Brasil se desvalorizou 1,03% e a Gerdau caiu 1%.

A Petrobras teve alta nesta sessão, acompanhando a valorização do petróleo. A commodity operou perto de uma máxima de três anos e acima de US$ 70 o barril nesta segunda-feira, com sinais de que os cortes de produção pela Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e a Rússia estão reduzindo a oferta, embora analistas alertem para uma "bandeira vermelha" devido à crescente produção dos Estados Unidos.

As ações preferenciais da Petrobras tiveram alta de 0,29%, para R$ 17,35. Os papéis ordinários subiram 0,54%, para R$ 18,46.

Os papéis ordinários da Vale caíram 0,18%, para R$ 43,47, em dia de baixa dos preços do minério de ferro na China. A queda ocorreu após os estoques da indústria siderúrgica nos portos chineses aumentarem para máximas desde pelo menos 2004, com os preços mais baixos do aço também aumentando a pressão.

No setor bancário, as ações do Itaú Unibanco subiram 0,62%. As ações preferenciais do Bradesco tiveram alta de 0,70%, e as ordinárias avançaram 0,24%. O Banco do Brasil teve alta de 0,50%, e as units -conjunto de ações- do Santander Brasil tiveram baixa de 0,18%.

DÓLAR

No mercado cambial, 26 das 31 principais moedas do mundo se valorizaram em relação ao dólar nesta sessão.

O CDS (Credit Default Swap, espécie de seguro contra calote) do Brasil fechou em queda de 0,28%, para 145,2 pontos.

No mercado de juros futuros, os contratos mais negociados caíram. O contrato para abril de 2018 teve queda de 6,765% para 6,757%. O contrato para janeiro de 2019 recuou de 6,925% para 6,910%.

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