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Justiça confirma suspensão da venda do laticínio Itambé para Lactalis

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Justiça manteve, nesta quinta-feira (11), a suspensão da venda do laticínio mineiro Itambé para a francesa Lactalis.

A decisão partiu do mesmo juiz que concedeu a liminar no mês passado suspendendo a operação, Luis Felipe Ferrari Bedendi, da 1ª Vara Empresarial de São Paulo. Foi uma resposta ao pedido de recurso pela CCPR (Cooperativa de Produtores de Leite de Minas Gerais), que vendeu a Itambé para os franceses. Ainda cabe recurso.

Em dezembro, duas semanas após a compra da Itambé pela francesa Lactalis, um negócio estimado em quase R$ 2 bilhões, a Justiça suspendeu a operação.

Na ocasião, quem pediu a liminar para paralisar o negócio foi a Vigor. A empresa era dona de 50% da Itambé até o dia 4 de dezembro, quando a CCPR (dona dos outros 50% da Itambé) exerceu seu direito de preferência de compra e ficou com 100% do laticínio mineiro.

No dia seguinte, porém, a CCPR anunciou o acordo de venda da totalidade da Itambé para a francesa Lactalis, uma movimentação que a Vigor considerou como violação do acordo de acionistas, conforme o pedido de liminar aceito pelo juiz.

HISTÓRICO

O imbróglio tem raízes na operação em que a J&F, holding dos irmãos Wesley e Joesley Batista, vendeu a Vigor para a mexicana Lala, em outubro.

Após acertar a compra da Vigor, a Lala tenta comprar também a outra metade das ações da Itambé, mas foi impedida porque a CCPR tinha o direito da preferência.

Para exercer sua preferência e comprar os 50% pertencentes à Vigor, evitando o negócio com a Lala, a CCPR pediu financiamento da Codemig (Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais).

Mas no dia seguinte, a diretoria da CCPR vendeu 100% da empresa para a Lactalis.

A liminar, portanto, suspendeu a venda dos 50% da Vigor na Itambé para a CCPR e, consequentemente, a venda dos 100% da Itambé para a Lactalis.

Procuradas, CCPR e Vigor não foram encontradas para se manifestar até o fechamento desta reportagem.

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Edhucca

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