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Novidades de feira em Las Vegas nem sempre funcionam ou são práticas

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NATÁLIA PORTINARI, ENVIADA ESPECIAL*

LAS VEGAS, EUA (FOLHAPRESS) - Muitos produtos anunciados na CES, feira de tecnologia em Las Vegas que acontece nesta semana, têm utilidade duvidosa ou simplesmente não entregam o que prometem.

Um exemplo é a FoldiMate. Em 2017, a empresa anunciou um dispositivo que passa e dobra roupas. O produto não foi lançado no mercado, mas voltou à feira nesta edição, ainda como um "conceito", com preço sugerido de US$ 850 (R$ 2.742), atrasando sua estimativa de chegar ao varejo para 2019.

Se dobrar roupas é uma finalidade nobre, outras praticidades, como dar descarga no toalete via comando de voz, são mais questionáveis. É o que faz a privada de luxo Koehler, que também vem com alto-falantes para tocar música durante o uso do toalete por US$ 5,6 mil (R$ 18 mil).

Com os chuveiros da Moen, "U by Moen", é possível usar a Siri (Apple) ou a Alexa (Amazon) para esquentar a água antes de entrar no banho. O preço vai até US$ 2,2 mil (R$ 7,1 mil). A marca lançou a ideia em 2017 e a aperfeiçoou para a edição da CES deste ano.

Também há ideias inusitadas no campo dos robôs. Foi anunciado o Somnox, por exemplo, um robô-travesseiro que simula a presença de outra pessoa na cama, com uma vibração que parece com alguém respirando. Ele também medita e canta canções de ninar.

Não são só as pequenas empresas que dão asas à imaginação. A LG usou sua apresentação para demonstrar um conceito de robô que pode ser usado como carrinho de supermercado ou como garçom em um restaurante, e mostrou uma dupla de lavadora e secadora de roupas que conversam entre si.

Outros robôs, com uma utilidade mais promissora, são acompanhantes para idosos e doentes. Um sucesso entre o público foi o pato robótico da Aflac ("My Special Alfac Duck"), que faz companhia para crianças com câncer e tira dúvidas sobre a doença.

Há ao menos três edições, a feira, que teve 180 mil visitantes em 2017, se concentra mais em internet das coisas do que em inovações em celulares e computadores. "Esse é um evento de conectividade, não mais de tecnologia", diz Rafael Steinhauser, presidente da Qualcomm na América Latina.

A jornalista viaja a convite da Qualcomm.

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