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Instituto comemora duas décadas com avanços na educação baiana

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Conseguir que uma escola no interior da Bahia reduza em 80% a evasão escolar e a repetência, em 70%. Colocar o ensino básico do terceiro município mais pobre desse Estado ocupe o segundo lugar no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) dos anos iniciais.

Essas são algumas conquistas dos 20 anos de trabalho de Cybele Amado à frente do Icep (Instituto Chapada de Educação e Pesquisa), membro da Rede Folha de S.Paulo de Empreendedores Socioambientais, que tem batalhado numa área em que os desafios são conhecidos de todos: a educação pública.

A âncora da melhoria de índices está na formação continuada de educadores, aliada à mobilização social pela educação. Além disso, há iniciativas inéditas como a "baianização" dos livros didáticos, trazendo o ensino para o contexto dos alunos.

Para Davi Saad, diretor-presidente do Instituto Natura, apoiador do instituto, o sucesso foi conquistado e se concretizou com ajuda de parceiros. "Costumava falar muito para Cybele que quando ela tinha um barquinho, era fácil, ela ficava no leme. A partir do momento que o barco cresceu, se ela sozinha ficasse mudando a direção, o navio quebraria."

E pedir ajuda nunca foi um problema para Cybele e seus aliados. "Uma grande qualidade que ajudou nessas conquistas é a humildade e a capacidade de pedir ajuda", afirmou Regina Scarpa, doutora em educação que acompanhou a fundação do Icep.

Além disso, os parceiros também apontam que a persistência da empreendedora social foi fundamental para que o patrimônio da organização fosse construído. "Ela tem uma energia, um fogo para continuar indo atrás", disse Silvia Carvalho, conselheira do instituto.

Para a própria Cybele, essa força vem de berço. "Desde que eu nasci, eu me importo com o mundo e com as pessoas. Essa força vem disso, de uma vontade imensa de mudar o mundo ou pelo menos os mundos que a gente consegue."

E ao ver o reconhecimento desses anos de trabalho, emocionada, a fundadora do Icep não encontra outra palavra para definir o que sente. "A palavra é gratidão mesmo. Eu tenho uma gratidão imensa por esse grupo, pelas pessoas, por essa história. Eu não fiz nada sozinha, não construímos um sonho sozinhos."

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