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Bolsa sobe pelo 9º dia e atinge novo recorde com exterior; dólar recua

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Bolsa brasileira acompanhou o otimismo exterior, renovou sua máxima nominal histórica e fechou em alta pela nona vez seguida nesta quinta-feira (4). O dólar terminou praticamente estável.

O Ibovespa, índice que reúne as ações mais negociadas, subiu 0,84%, para 78.647 pontos, maior nível nominal. Durante o dia, chegou a romper os 79 mil pontos. O giro financeiro foi de R$ 9,6 bilhões.

Com a nona alta, o índice engatou a melhor sequência de valorizações desde a encerrada em julho de 2016, quando a Bolsa subiu por dez pregões seguidos.

O dólar comercial teve leve queda de 0,06%, para R$ 3,235. O dólar à vista caiu 0,41%, para R$ 3,228.

Para analistas, o mercado de ações avança em linha com o cenário de maior apetite ao risco.

"As commodities estão em alta, e o cenário é bastante tranquilo nos bancos centrais de países desenvolvidos, que indicam a manutenção de suas políticas", diz Vitor Suzaki, analista da Lerosa Investimentos. "Apesar das perspectivas da reforma tributária nos Estados Unidos, o Fed [Federal Reserve, o banco central americano] deve manter o gradualismo de suas ações", afirmou.

Na minuta da última reunião do comitê de política monetária do Fed, em que a autoridade monetária aumentou os juros pela terceira vez em 2017, os membros do banco central mostraram preocupação com o atual cenário de inflação baixa, e indicaram que a reforma tributária do presidente Donald Trump deve levar a um aumento nos gastos dos consumidores.

No cenário local, os investidores permanecem na expectativa do julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em segunda instância, marcado para 24 de janeiro, e de olho nas articulações do governo para aprovar a reforma da Previdência -a primeira votação no Congresso será em fevereiro.

"São dois gargalos bastante relevantes que pressionavam o preço do dólar no ano passado, só que, nesse momento de recesso e com maior bom humor de fora, acabam ficando em segundo plano, mas ainda são muito importantes", diz Cleber Alessie, da corretora HCommcor.

"O dólar acaba sendo impactado por esse fluxo internacional de busca por risco. Sem o 'risco-Lula' nas eleições e com a reforma da Previdência aprovada, de fato, o dólar deve ir lá para baixo, mas enquanto esses dois pontos seguem em aberto, acredito que um câmbio abaixo de R$ 3,25 é um exagero de otimismo e um pouco descolado do que a cautela pede", completa.

AÇÕES

Das 64 ações que fazem parte do Ibovespa, 44 subiram, 19 caíram e uma se manteve estável.

A Usiminas liderou a alta, com avanço de 5,65%. As ações preferenciais da Gerdau avançaram 5,41%, e a Metalúrgica Gerdau teve valorização de 3,65%.

"O Ibovespa de hoje foi impactado pela siderurgia, após o anúncio do aumento no preço do aço", explicou Glauco Legat, analista de investimentos da corretora Spinelli.

Na quarta-feira (3), a CSN informou que elevaria em 23% o preço do aço às montadoras neste ano, e em 18% a 23% para grandes clientes industriais, como o setor de eletrodomésticos.

Na ponta contrária, os papéis do Fleury, que entrou neste ano no índice, caíram 2%.

As ações preferenciais da Petrobras subiram 0,18%, para R$ 16,73, e as ordinárias se valorizaram 0,85%, para R$ 17,70, ainda em reflexo do acordo assinado pela estatal para encerrar ações coletivas de investidores nos Estados Unidos.

As ações ordinárias da Vale subiram 0,41%, a R$ 41,64, em dia positivo para os contratos futuros do minério de ferro na China.

No setor bancário, o Itaú Unibanco subiu 2,08%. As ações preferenciais do Bradesco avançaram 1,64%, e as ordinárias se valorizaram 1,82%. O Banco do Brasil teve alta de 0,96%, e as units -conjunto de ações- do Santander Brasil ganharam 1,2%.

DÓLAR

Entre as 31 principais moedas do mundo, o dólar perdeu força ante 25.

O CDS (Credit Default Swap, espécie de seguro contra calote) do Brasil caiu 2,84%, para 148,4 pontos, menor nível desde 19 de setembro de 2014.

No mercado de juros futuros, os contratos mais negociados caíram. O contrato para abril de 2018 teve queda de 6,725% para 6,723%. O para janeiro de 2019 caiu de 6,775% para 6,770%.

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