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Eric Schmidt, líder da ascensão do Google, sai da presidência do conselho

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Eric Schmidt, 62, o executivo que foi trazido pelo Google em 2001 e comandou o crescimento da empresa, vai deixar de ser o presidente do conselho da gigante de tecnologia a partir do próximo mês.

Schmidt vai continuar no conselho e será um assessor técnico, segundo a Alphabet (holding que controla o Google).

Foi sob o seu comando que o Google entrou na Bolsa de Valores. Hoje a empresa é uma das mais valiosas do mundo, avaliada em US$ 741 bilhões na Bolsa, e tem um faturamento que somou US$ 90 bilhões no ano passado.

Nenhuma explicação foi dada pela Alphabet para a saída de Schmidt.

Em comunicado, ele, Larry Page e Sergey Brin (fundadores da empresa) e Sundar Pichai (atual presidente-executivo do Google) afirmaram que "acreditam que este é o momento certo para a transição".

No Twitter, Schmidt afirmou que "não pode esperar para mergulhar no que há de mais recente em ciência, tecnologia e filantropia".

A mudança é um indicador de como a influência de Schmidt já não era mais a mesma na Alphabet nos últimos anos, segundo pessoas familiarizadas com a empresa e que pediram anonimato.

Um porta-voz do Google disse que saída estava sendo discutida havia mais de um ano e que, depois da criação em 2015 da Alphabet, o cargo de um presidente do conselho em tempo integral não era mais necessário.

Engenheiro conceituado, ainda que pouco conhecido fora do Vale do Silício, ele presidia a Novell (de softwares) quando foi trazido para comandar a empresa de buscas fundada por Brin e Page, dois alunos da Universidade de Stanford.

Naquela época, ele brincava que a sua função era ser a "supervisão adulta", trazido para fornecer conhecimento em administração.

No entanto, a piada escondia conflitos, já que investidores de fora queriam que os fundadores do Google, então na casa dos 20 anos, cedessem o comando para um executivo mais experiente.

A relação entre os três sustentou uma década de alto crescimento do Google (com aquisições como o YouTube e criação do Gmail, por exemplo), até que Page assumiu, em 2011, a presidência-executiva da empresa.

Desde então, ele se tornou uma espécie de relações-públicas da empresa, fazendo a conexão com Washington, especialmente no governo de Barack Obama.

Nos últimos dez anos, a participação acionária de Schmidt caiu à metade, mas ele ainda possui US$ 4,9 bilhões em papéis da companhia.

Segundo a revista "Forbes", ele tem uma fortuna de US$ 13,8 bilhões -é a 107ª pessoa mais rica do mundo. Trata-se de um caso raro na lista de alguém que não é herdeiro nem empreendedor.

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