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SC e MT perdem aval da União para crédito; SP ganha

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MARIANA CARNEIRO

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Santa Catarina e Mato Grosso tiveram reduzidas as notas de avaliação de suas finanças pelo Tesouro Nacional e não poderão ter a garantia da União para a contratação de novos empréstimos.

As notas foram divulgadas pela nova metodologia de avaliação do Tesouro. Por ela, São Paulo tem nota B. Pelos cálculos anteriores, o Estado era nota C e, por isso, não podia tomar empréstimos com aval da União.

Estados e municípios com notas A ou B podem obter garantia da União. Os demais, com notas menores (casos de Santa Catarina e Mato Grosso, que tem nota C, e não mais B), não terão autorizadas operações de crédito com o governo federal como fiador.

As operações com aval da União têm taxas de juros mais baixas.

O número de Estados com notas A e B aumentou de 12 em 2016 para 14 em 2017 --Espírito Santo e Pará são os únicos com avaliação máxima.

Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul possuem a pior nota: D. Minas Gerais, embora o próprio Estado tenha decretado calamidade financeira em 2016, não tem nota, pois não apresentou todas as informações necessárias para a avaliação do Tesouro. Faltaram dados sobre a disponibilidade de caixa do Estado.

A nova metodologia de avaliação dos Estados para a formulação da nota leva em conta três pilares: endividamento, liquidez (disponibilidade de recursos) e nível de poupança.

MELHORA

O diagnóstico do governo federal é que as finanças estaduais melhoraram em 2016, ante o observado em 2015.

A renegociação da dívida dos Estados com a União ajudou, segundo o Tesouro --considerado duro nas negociações com os governadores.

Com a medida, os Estados deixaram de pagar o equivalente a R$ 19 bilhões ao governo federal em 2016.

A cifra, somada a um aumento de receitas dos governadores (que elevaram impostos e receberam mais transferências do governo federal), ampliou em R$ 47 bilhões os recursos para os Estados.

Embora no conjunto o retrato das finanças dos Estados pareça menos negativa, os indicadores de gastos com pessoal de alguns entes seguem preocupantes. Nove apresentam percentual acima do que é permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

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