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Bolsa fecha praticamente estável e dólar recua em dia de agenda fraca

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O feriado do Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos manteve os mercados americanos fechados nesta quinta (23) e deixou sem referência a Bolsa brasileira, que terminou o dia no zero a zero. O dólar também enfrentou dia de volume reduzido e recuou para R$ 3,22.

O Ibovespa, que reúne as ações mais negociadas da Bolsa, fechou em baixa de 0,04%, para 74.486 pontos.

O dólar comercial caiu 0,40%, para R$ 3,222. O dólar à vista teve baixa de 0,03%, para R$ 3,221.

A sessão de volume reduzido pelo feriado de Ação de Graças nos EUA e em dia de agenda esvaziada no mercado brasileiro. O giro financeiro na Bolsa foi de R$ 4,22 bilhões, enquanto em novembro a média diária é de R$ 10,2 bilhões.

"O volume tanto na Bolsa como no dólar foi muito baixo. Já esperávamos esse dia sem direção e mais fraco, pela ausência da referência americana", afirmou Alexandre Wolwacz, sócio-fundador do Grupo L&S.

Sem EUA, coube aos investidores acompanhar as articulações do governo para aprovar a reforma da Previdência.

Nesta quarta-feira (22), o presidente Michel Temer sinalizou uma aproximação com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Na cerimônia de posse do ministro Alexandre Baldy (Cidades), ele fez questão de ressaltar que o substituto de Bruno Araújo (PSDB-PE) foi uma indicação de Maia e elogiou sua atuação no Poder Legislativo.

"Ele [Maia] tem conduzido as mudanças necessárias", disse o presidente. "E tem sido parceiro fundamental para o sucesso de nosso governo", acrescentou.

Apesar dos esforços para conseguir os votos e aprovar a reforma, uma parte do mercado começa a perder a esperança de que a proposta será votada neste ano ou no próximo. O economista-chefe do Itaú Unibanco, Mário Mesquita, disse nesta quinta que, embora as chances de aprovação das mudanças no ano que vem tenham aumentado, a reforma repaginada deve ficar para 2019.

O economista-chefe do banco disse que, com ou sem a reforma, o teto de gastos estabelecido pelo governo pode ser rompido já em 2019.

AÇÕES

Das 59 ações do Ibovespa, 27 subiram, 31 caíram e uma se manteve estável.

As ações da Cemig lideraram as altas, com valorização de 4,41%. A Copel teve avanço de 3,49%, e a Tim subiu 2,48%.

Na ponta contrária, EcoRodovias perdeu 2,44%. Sabesp teve baixa de 1,92%, e Rumo recuou 1,87%.

Os papéis da Petrobras fecharam em alta, seguindo o avanço do petróleo no exterior. As ações mais negociadas da estatal subiram 0,50%, para R$ 16,19. As ações com direito a voto avançaram 0,85%, para R$ 16,64.

O petróleo dos Estados Unidos atingiu o maior nível em dois anos nesta quinta-feira, em sessão de poucas negociações, devido ao fechamento de um grande oleoduto do Canadá e uma queda nos estoques, que apontam para um mercado mais apertado mesmo com a crescente produção dos EUA.

A mineradora Vale também teve alta, com a valorização de 3,87% do minério de ferro. Os papéis ordinários da mineradora avançaram 1,32%, para R$ 35,20, no quinto dia de alta. Os papéis preferenciais subiram 1,23%, para R$ 32,85.

No setor financeiro, as ações do Itaú Unibanco caíram 0,30%. As ações preferenciais do Bradesco tiveram baixa de 0,74%, e as ordinárias se desvalorizaram 0,70%. O Banco do Brasil subiu 0,12%, e as units –conjunto de ações– do Santander Brasil recuaram 1,02%.

DÓLAR

Entre as 31 principais moedas do mundo, 26 fecharam em baixa em relação ao dólar nesta quinta.

O CDS (credit default swap, espécie de seguro contra calote) teve queda de 0,80%, para 172,1 pontos.

No mercado de juros futuros, os contratos mais negociados tiveram dia de queda. O DI para janeiro de 2018 caiu de 7,103% para 7,085%. A taxa para janeiro de 2019 recuou de 7,190% para 7,120%.

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