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Bolsa sobe 1,3% e volta a fechar semana no azul; dólar tem queda

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Bolsa brasileira voltou a fechar no azul nesta semana, após encerrar as quatro últimas em terreno negativo, com os investidores confiando nos esforços do governo para aprovar a reforma da Previdência e em meio a um cenário externo ruim para o mercado acionário. O dólar recuou nesta sexta (17) e terminou cotado a R$ 3,26.

O Ibovespa, que reúne as ações mais negociadas, fechou em alta de 1,28%, para 73.437 pontos. O volume financeiro negociado foi de R$ 7,77 bilhões, abaixo da média diária do mês, que é de R$ 10,13 bilhões. Na semana, o índice subiu 1,76%.

O dólar comercial fechou em queda de 0,48%, para R$ 3,264. Na semana, a desvalorização foi de 0,52%. O dólar à vista perdeu 0,65%, para R$ 3,258 -na semana, caiu 0,59%.

Em uma semana quebrada por um feriado, a Bolsa repercutiu os esforços do governo para aprovar a proposta que muda as regras de aposentadoria, que incluiu discussões sobre a antecipação da reforma ministerial para que o Planalto conseguisse obter os votos necessários para passar o texto.

Para defender a reforma, o governo vai lançar uma campanha publicitária de cerca de R$ 20 milhões que ataca o que chama de "privilégios" dos servidores públicos e afirma que "tem muita gente no Brasil que trabalha pouco, ganha muito e se aposenta cedo".

Nesta segunda, o Banco Central divulga seu indicador de atividade econômica referente a setembro. A expectativa é de avanço de 0,33% e 1,4% em relação ao mesmo mês do ano passado. "A atividade econômica deve dar uma sinalização para os próprios políticos de que se eles fizerem o que têm que fazer, as coisas funcionam. É só não atrapalhar. Aprovar a reforma neste ano mostra maturidade e seriedade dos parlamentares", avalia Aldo Moniz, analista-chefe da Um Investimentos.

Os investidores mantêm as atenções na reforma tributária nos Estados Unidos. Após a Câmara dos Deputados aprovar o projeto republicano, mas com 13 votos contrários dentro do próprio partido republicano, aumentou a incerteza sobre se o presidente americano, Donald Trump, conseguirá passar o plano. As Bolsas americanas refletiram essa incerteza nesta sexta e recuavam.

Em meio às incertezas sobre o assunto, o dólar caiu ante 23 das 31 maiores divisas mundiais.

O CDS (credit default swap, espécie de seguro contra calote) caiu 1,48%, para 177,1 pontos.

No mercado de juros futuros, os contratos mais negociados tiveram dia de queda. O DI para janeiro de 2018 caiu de 7,156% para 7,142%. A taxa para janeiro de 2019 recuou de 7,260% para 7,220%.

AÇÕES

No Ibovespa, 50 das 59 ações subiram. Seis fecharam em baixa e três ficaram estáveis.

As ações da Estácio Participações lideraram as altas do índice, com avanço de 5,10%. A CSN subiu 5,03%, e a Raia Drogasil teve valorização de 4,52%.

Na ponta contrária, a JBS teve a maior queda, com desvalorização de 1,53%. A BB Seguridade recuou 1,26%, e a Engie Brasil caiu 0,84%.

As ações da Petrobras acompanharam a alta dos preços do petróleo e subiram nesta sessão. Os papéis mais negociados avançaram 1,33%, para R$ 16,02. As ações ordinárias subiram 1,04%, para R$ 16,52.

Os papéis da Vale também fecharam em terreno positivo, seguindo a alta de 1,69% do minério de ferro. Os papéis ordinários da Vale subiram 0,98%, para R$ 32,92. As ações preferenciais tiveram valorização de 0,99%, para R$ 30,62.

Os bancos, que têm o maior peso no Ibovespa, ajudaram a impulsionar a Bolsa nesta sessão. O Itaú Unibanco se valorizou 1,38%. As ações preferenciais do Bradesco subiram 1,76%, e as ordinárias ganharam 2,48%.

O Banco do Brasil ganhou 1,68%, e as units -conjunto de ações- do Santander Brasil teve alta de 1,21%.

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