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Maia e Meirelles minimizam declarações de Temer sobre reforma da Previdência

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SÃO PAULO, SP, E BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro Henrique Meirelles (Fazenda) e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), contemporizaram nesta terça (7) as declarações feitas por Michel Temer, na véspera, de que a reforma da Previdência poderia não ser votada em seu governo.

Meirelles disse que não vai recuar na reforma e que o que o presidente fez foi reconhecer a dificuldade da aprovação. "Não há país em que foi aprovada a reforma da Previdência sem dificuldade. Por outro lado, também foi enfatizado que a reforma não é uma questão de escolha. É fiscal, numérica, e terá de ser feita em algum momento", disse em São Paulo.

Na segunda (6), o presidente da República admitiu publicamente que a reforma pode não ser votada, mas disse que isso não inviabiliza o governo. "Não é uma derrota eventual ou a não votação que inviabiliza o governo, porque o governo já se fez, já foi feito e continuará a ser feito."

As declarações de Temer tiveram impacto negativo no mercado financeiro. O Ibovespa, índice que reúne as ações mais negociadas, caiu 2,55% e fechou na menor pontuação em dois meses. O dólar comercial subiu 0,52%, para R$ 3,277.

Meirelles voltou a afirmar que o crescimento das despesas previdenciárias no país não é sustentável e que hoje a Previdência está crescendo e "chegará a um ponto em que será 60%, 80% do total do orçamento, inviabilizando investimentos em saúde, educação e infraestrutura".

Em Brasília, Maia disse não ter visto com tanto "pessimismo" o discurso de Temer.

O presidente da Câmara afirmou que a situação da base "é muito difícil" depois da votação que barrou a segunda denúncia contra Temer e que o governo tem de fazer o último esforço para que avancem as mudanças na aposentadoria. "A base está muito machucada pós-denúncia. Quem votou [com Temer] teve uma atitude muito corajosa, então não dá para cobrar nada neste momento. O governo precisa chamar seus líderes e tentar mais uma conversa mostrando qual o impacto da não realização da reforma já em 2018."

A reforma da Previdência, pouco palatável aos parlamentares às vésperas de um ano eleitoral, tornou-se mais um dos temas para a disputa entre o deputado e Temer na condução da agenda econômica. Ambos querem acenar ao mercado --um dos principais pilares de sustentação do governo e que cobra a reforma--, mas nenhum quer arcar sozinho com a culpa pelo eventual fracasso.

Em encontro com Temer nesta terça, senadores defenderam que o governo envie ao Congresso um novo projeto para reforma da Previdência, mais flexível e enxuto, que mantenha pelo menos a fixação da idade mínima.

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