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ATUALIZADA - Vale registra lucro de R$ 7,1 bilhões no terceiro trimestre

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NICOLA PAMPLONA

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A Vale fechou o terceiro trimestre de 2017 com lucro de R$ 7,143 bilhão, alta de 287% com relação ao verificado no mesmo período do ano anterior, provocado por uma combinação de preços altos, recorde de produção e corte de custos.

A empresa também contou com a apreciação do real frente ao dólar no trimestre, que reduziu o custo da dívida da companhia na moeda norte-americana e contribuiu com R$ 2,9 bilhões no resultado.

Em 2017, o lucro acumulado da empresa chega a R$ 15,1 bilhões, alta de 29% com relação ao verificado nos nove primeiros meses de 2016.

"No terceiro trimestre, a Vale bateu recordes na produção de minério de ferro, na produção de carvão e na produção de cobre na mina de Salobo", afirmou, em vídeo o diretor financeiro da companhia, Luciano Siani.

No terceiro trimestre, a média de preços do minério com 62% de ferro foi de US$ 70,9 por tonelada, alta de 12,7% com relação ao verificado no trimestre anterior, respondendo o crescimento da produção de aço na China.

Assim, a receita da companhia cresceu 31% no trimestre, em comparação com o mesmo período do ano anterior, para R$ 28,6 bilhões. A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) teve alta de 37,49%, para R$ 13,25 bilhões.

A Vale tem concentrado o crescimento de sua produção de minério de ferro nas minas do Pará, com maior teor de ferro, cuja produção é mais valorizada no mercado internacional.

No terceiro trimestre, atingiu o volume de produção de 95,1 milhões de toneladas, seu recorde trimestral, com o crescimento de 8,5%, em relação ao trimestre anterior, na produção do Sistema Norte - Carajás, Serra Leste e S11D.

O preço de venda do produto pela companhia subiu US$ 15,9 por tonelada, para US$ 65,2 por tonelada, diante de um aumento de US$ 8 por tonelada nas cotações internacionais e de US$ 4,1 por tonelada no prêmio pago a minérios com maior qualidade.

Por outro lado, a empresa manteve o processo de cortes nos custos de produção. No terceiro trimestre, foram menos US$ 0,7 por tonelada, para US$ 14,5 por tonelada. Segundo a companhia, o breakeven (cotação mínima para que o produto dê lucro) ficou em US$ 30 por tonelada no trimestre, US$ 4,4 a menos do que no período anterior.

No vídeo, o diretor financeiro da companhia destacou o crescimento de 54% no fluxo de caixa livre, para US$ 1,438 bilhão. A sobra foi usada para reduzir em US$ 1,056 bilhão a dívida da companhia, que fechou o trimestre em US$ 21,066 bilhões.

Segundo ele, a queda do endividamento deve se acelerar no quarto trimestre. "Tradicionalmente é um trimestre muito forte em termos de venda e recebimentos", comentou Siani.

Além disso, a empresa espera receber mais de US$ 2 bilhões em novembro, com a assinatura de contrato de financiamento para o corredor logístico de Nacala, em Moçambique, que serão usados também para abatimento de dívida.

A meta da empresa é fechar o ano com endividamento de, no máximo, US$ 17 bilhões.

Este ano, a companhia iniciou o principal processo de reestruturação desde a privatização, há 20 anos. O processo vai pulverizar o capital da empresa, pondo fim ao bloco de controle, hoje em mãos do Bradesco e dos fundos de pensão do Banco do Brasil, Caixa, Petrobras e Cesp.

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