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Economia

Países devem aproveitar crescimento para fazer reformas, diz Lagarde

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ISABEL FLECK

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - Ao encerrar o encontro anual do FMI (Fundo Monetário Internacional), a diretora-gerente do fundo, Christine Lagarde, disse, neste sábado (14) que é hora de os países aproveitarem o bom momento da economia global para fazer as "reformas estruturais que são complicadas de fazer em tempos difíceis".

"Quando o sol está brilhando mais, é que precisamos consertar o telhado", disse Lagarde a jornalistas após se encontrar com os chefes das delegações dos 189 países-membros, entre eles o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

"Acho que cada país aqui presente vai voltar para casa olhando para a sua própria casa, olhando que parte do telhado precisa de um conserto melhor, se é a política fiscal, política monetária", completou a diretora-gerente.

O clima foi de otimismo durante a semana de reuniões em Washington, diante de uma previsão de um ritmo "mais rápido" da recuperação global. O FMI prevê crescimento de 3,6% para este ano e 3,7% para 2018 -ambos foram elevados em 0,1 ponto percentual em relação às previsões anteriores.

A estimativa de crescimento para este ano se deve, em grande parte, a uma melhora nas economias desenvolvidas, enquanto o cenário positivo para 2018 é mais influenciado pelos mercados emergentes e economias em desenvolvimento.

"Mas a recuperação ainda não está completa, com a inflação abaixo da meta na maiorias das economias avançadas e o crescimento potencial permanece fraco em muitos países", alerta o documento final do Comitê Financeiro e Monetário Internacional, principal órgão de decisão do FMI, divulgado neste sábado.

"Os riscos a curto prazo estão amplamente equilibrados, mas não há espaço para complacência porque os riscos econômicos de médio prazo estão com uma tendência para baixo e as tensões geopolíticas estão aumentando", afirma o texto.

Mais cedo, o ministro da Fazenda, no encontro do Comitê, reconheceu os "desafios fiscais" que o país ainda enfrenta, mas destacou o crescimento do emprego e da renda e a saída do Brasil de sua "mais longa e profunda recessão" no último ano, bem como a "vasta agenda de reformas estruturais".

"A expectativa é que outras reformas sejam consideradas pelo Congresso, incluindo a do sistema previdenciário -crucial para refletir as mudanças demográficas na sociedade brasileira e assegurar a sustentabilidade da dívida pública", disse Meirelles, acrescentando que avançar na agenda de reformas será importante para "estimular a competitividade na economia".

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