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Brasil caminha para crescimento mais longo da última década, diz Meirelles

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FLAVIA LIMA

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta segunda-feira (2) que o Brasil já está em ritmo de recuperação sólida e caminha para um ciclo de crescimento que será o mais longo da última década.

Em evento sobre tecnologia em São Paulo, Meirelles disse ainda que a expectativa de juros baixos em um período bastante prolongado são reflexos de uma política econômica e "estão aqui para ficar um longo tempo", disse.

Meirelles ressaltou que os economistas consultados pelo Banco Central já esperam alta de 0,7% para o PIB (Produto Interno Bruto) deste ano, mas afirmou que, ainda mais importante, é lembrar que a economia entrará o próximo ano crescendo a um ritmo superior a 2%.

Para 2018, disse ele, os economistas esperam crescimento de 2,38%, "mas achamos que pode ser maior", afirmou.

Segundo o ministro, alguns analistas discutem até que ponto a recuperação é pra valer, mas eles serão surpreendidos "por sua força e vigor".

Dados da atividade já disponíveis do terceiro trimestre da indústria e do varejo ampliado trazem a convicção de que o país está retomando e avançando em ritmo mais forte do que o imaginado anteriormente.

Ele ressaltou que alguns indicadores da indústria e do varejo ampliado, como a produção de papelão, consumo de energia e produção de veículos, reforçam essa tese.

Meirelles lembrou também da alta de 1,4% do consumo das famílias no terceiro trimestre e disse que ela pode ser explicada especialmente pela queda da inflação e pelo consequente aumento da renda real, complementado pela liberação do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

E disse que os analistas esperavam uma recuperação do mercado de trabalho apenas no terceiro trimestre. "Mas todos tiveram surpresa positiva e a virada ocorreu ainda em abril", disse.

Sem tocar na questão da reforma previdenciária, cuja aprovação Meirelles previa para outubro, Meirelles disse que o que já foi aprovado —o teto de gastos, a reforma trabalhista e a criação da taxa de juros de longo prazo (TLP)— muda um padrão histórico.

"A retomada da atividade, a geração de postos trabalho, a queda inflação e dos juros estão aqui para ficar", disse.

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