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Dólar acompanha exterior e recua para R$ 3,15; Bolsa tem leve alta

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O dólar perdeu força nesta segunda (2) ante as principais moedas mundiais, em meio a um cenário de maior instabilidade no exterior após um ataque a tiros nos Estados Unidos e protestos contra a violência policial no plebiscito separatista da Catalunha. A Bolsa fechou com tímida alta, depois de oscilar nesta sessão.

O Ibovespa, índice das ações mais negociadas, avançou 0,09%, para 74.359 pontos. O giro financeiro foi de R$ 7,354 bilhões, pouco abaixo da média diária do ano, de R$ 8,3 bilhões.

O dólar comercial fechou em baixa de 0,41%, para R$ 3,155. O dólar à vista, que encerra os negócios mais cedo, recuou 0,15%, para R$ 3,159.

O enfraquecimento do dólar nesta sessão se deu ante 28 das 31 principais moedas do mundo. Os investidores digerem ainda dados de preços ao consumidor nos Estados Unidos, divulgados na última sexta (29). O núcleo da inflação desacelerou em agosto para 1,3%, ante 1,4% em julho. Foi o resultado mais fraco desde novembro de 2015.

Esse indicador é monitorado pelo banco central americano para tomar suas decisões de política monetária. Depois de dois aumentos de juros no ano, o Fed sinalizou em sua última reunião que faria uma terceira alta em 2017, possivelmente na reunião de dezembro.

No entanto, no comunicado que acompanhou a decisão de manter os juros no patamar de 1% a 1,25% ao ano, o banco central dos EUA já apontava preocupações com a inflação, bem distante da meta de 2% ao ano.

Para Eduardo Velho, economista-chefe do Banestes (Banco do Estado do Espírito Santo), a tendência é de um real mais valorizado em relação ao dólar no fim deste ano. "Essa liquidez no exterior favorece emergentes e melhora as perspectivas de crescimento do Brasil. O dólar racional estaria abaixo de R$ 3,2, mais próximo de R$ 3,10 até", diz.

Ele avalia que os riscos a esse cenário viriam do exterior, em especial da tensão geopolítica entre Estados Unidos e Coreia do Norte. Nesta segunda, os investidores avaliaram o ataque a tiros nos Estados Unidos.

O plebiscito pela separação da Catalunha também foi avaliado. Segundo Barcelona, 90% dos eleitores votaram pelo "sim" —uma cifra frágil, porém, diante do comparecimento de apenas 2,2 milhões de pessoas às urnas, o que equivale a 42% de seu eleitorado.

O CDS (credit default swap, espécie de termômetro de risco-país) recuou 1,53%, para 193 pontos. Foi o quinto dia seguido de queda.

No mercado de juros futuros, os contratos mais negociados fecharam em baixa. O DI para janeiro de 2018 recuou de 7,510% para 7,484%. A taxa para janeiro de 2019 teve queda de 7,260% para 7,250%.

AÇÕES

Das 59 ações mais negociadas do Ibovespa, 35 subiram, 23 caíram e uma terminou o dia na estabilidade.

Os papéis da mineradora Vale fecharam com sinais mistos, após o preço do minério encerrar estável nesta sessão. As ações ordinárias da Vale avançaram 0,09%, para R$ 31,90. As preferenciais caíram 0,37%, para R$ 29,43.

Os papéis da Petrobras subiram, apesar de a alta na atividade de perfuração americana e a maior produção da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) terem pressionado em baixa dos preços do petróleo. As ações preferenciais subiram 0,65%, para R$ 15,40. As ações ordinárias avançaram 0,57%, para R$ 15,90.

No setor financeiro, as ações do Itaú Unibanco avançaram 0,14%. Os papéis preferenciais do Bradesco subiram 1%, e os ordinários tiveram valorização de 1,26%. As ações do Banco do Brasil ganharam 0,14%. As units —conjunto de ações— do Santander Brasil tiveram alta de 0,04%.

As ações da Eletrobras lideraram as altas do Ibovespa, após o presidente da companhia, Wilson Ferreira Jr., ter dito que a divulgação do modelo para a privatização da estatal deve ocorrer até o final do ano.

Os papéis ordinários subiram 3,95%, e os preferenciais avançaram 4,32%.

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