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Governo espera R$ 1 bilhão com leilão de petróleo nesta quarta

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NICOLA PAMPLONA

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia (MME), Márcio Félix, disse nesta terça (26) esperar uma arrecadação de ao menos R$ 1 bilhão com a concessão de blocos para exploração e produção de petróleo em leilão que será realizado nesta quarta (27).

Responsável pela oferta, a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) prefere maior cautela. Para o diretor-geral da autarquia, Décio Oddone, a cifra deve girar em torno de R$ 500 milhões. A ANP oferecerá 287 áreas, com foco em reservas no pós-sal.

Trinta e duas empresas foram inscritas para a disputa, incluindo as principais multinacionais do setor e a própria Petrobras, que pretende usar o leilão para "recompor o portfólio", como disse o presidente da estatal, Pedro Parente, em carta enviada aos empregados.

"O leilão será bem sucedido se aumentarmos o número de empresas no Brasil e ter uma arrecadação razoável. Acredito que R$ 1 bilhão é um número simpático. Se for mais, melhor", disse Félix em evento promovido pelo IBP (Instituto Brasileiro do Petróleo), no Rio.

Entre as áreas oferecidas, a mais cara está na Bacia de Sergipe-Alagoas, com bônus de assinatura mínimo de R$ 31,467 milhões. A região se valorizou depois que a Petrobras fez importantes descobertas de petróleo na primeira metade dos anos 2010.

A expectativa do governo é que, além do litoral sergipano, haja disputa também por áreas nas bacias de Santos, Campos e Espírito Santo.

O diretor-geral da ANP disse esperar que entre 20% a 30% das áreas sejam arrematadas na 14ª Rodada. Assim como Félix, porém, ele diz preferir medir o sucesso do leilão pelo número de empresas participantes.

"A qualidade das empresas (inscritas) fala por si só. Mostra que, se as expectativas se confirmarem e tivermos participação das grandes e de algumas pequenas, teremos no Brasil um aumento das operadoras e dos investimentos", afirmou.

A 14ª rodada de licitações será a primeira de uma série de ofertas de áreas após mudanças nas regras do setor com o objetivo de atrair investidores estrangeiros, que incluíram a flexibilização do compromisso de compras de bens e serviços no Brasil e o fim da exclusividade da Petrobras no pré-sal.

No dia 27 de outubro, serão realizadas duas rodadas do pré-sal, com a oferta de quatro áreas, cada. Até o momento, 11 empresas já se inscreveram para as disputas.

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