Mais lidas
Economia

Montadora sul-coreana Ssangyong retorna ao Brasil no início de 2018

.

SÓ PODE SER REPRODUZIDA COM ASSINATURA

EDUARDO SODRÉ

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Pela terceira vez, a montadora sul-coreana Ssangyong anuncia sua chegada ao Brasil. A nova fase da operação está sob o controle do grupo JLJ, por meio da Venko Motors. O contrato de parceria estabelecido com a fabricante vale por 10 anos.

Os carros da vez serão a picape Actyon Sports e os utilitários Korando, Tivoli e XLV. As vendas estão previstas para começar no primeiro trimestre de 2018.

Os modelos Ssangyong começaram a ser vendidos no Brasil em 1995, quando um grupo com sede em Barbados importou os primeiros lotes de forma independente. Essa operação foi encerrada em 1998.

Em 2001, o grupo Districar assumiu as importações e trouxe 16,5 mil carros ao Brasil até 2015.

Em 2012, ano em que passou a vigorar o regime automotivo Inovar-Auto —com incentivos à produção local e restrições aos importadores—, a empresa chegou a anunciar a intenção de montar o SSangyong Korando em Linhares (ES). A linha de produção seria dividida com os pequenos utilitários chineses das marcas Changan e Haima, também representados pela Districar. Contudo, a iniciativa não foi adiante.

Com a queda nas vendas e a alta do dólar, a parceria entre Ssangyong e Districar foi encerrada. De acordo com Gerson Pittori, novo presidente da montadora sul-coreana no Brasil, as pendências do antigo importador não serão "herdadas" pela Venko Motors.

PÓS-VENDA

O primeiro desafio da marca será recuperar a confiança dos consumidores. A empresa oferecerá serviços de pós-venda mesmo para proprietários de carros mais antigos, como os exóticos Ssangyong Musso que foram vendidos na década de 1990.

"Verificamos que o índice de satisfação dos clientes brasileiros é elevado, nosso foco ainda em 2017 estará no pós-venda", afirma Pittori.

O principal modelo desse retorno será o utilitário compacto Tivoli. O modelo tem dimensões semelhantes às do Jeep Renegade e é oferecido no exterior com motores a diesel ou a gasolina. O preço inicial não foi divulgado, mas estima-se que custará por volta de R$ 80 mil.

A Venko Motors espera ser beneficiada pelo programa Rota 2030, cujas bases serão anunciadas em breve. As novas regras para o setor automotivo incluem o fim da sobretaxa de 30% no IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para veículos importados de fora do Mercosul que excedem uma cota pré-estabelecida de 4.800 unidades.

ANTES, OS CHINESES

A Venko Motors foi representante da chinesa Chery no mercado brasileiro entre 2009 e 2012. A empresa chegou a ter 120 concessionárias e vender 55 mil veículos, como os modelos Tiggo e QQ.

Quando os chineses assumiram a operação nacional e anunciaram a construção da fábrica de Jacareí (a 84 quilômetros de São Paulo), a Venko renegociou o contrato e passou a comercializar os utilitários da marca Rely, divisão de veículos comerciais da Chery. Contudo, as vendas foram interrompidas em 2016, devido à crise e à falta de crédito para consumidores no setor automotivo.

×

Newsletter

Conteúdo direto para você:

Quero Receber