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ATUALIZADA - Para Meirelles, abrir capital dos Correios é 'boa alternativa'

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ISABEL FLECK, ENVIADA ESPECIAL

NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS) - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, confirmou nesta quinta (21) em Nova York que o governo estuda a privatização dos Correios, mas que a abertura de capital da empresa também pode ser uma "boa alternativa".

"[A privatização] é uma coisa que estamos estudando com bastante profundidade, com muito cuidado", disse a jornalistas. "Existem outros países que fizeram isso, e foram bem sucedidos."

Ele, contudo, disse que a hipótese de abrir o capital dos Correios também está sendo contemplada.

"O IPO é uma boa alternativa", afirmou. "Mas, evidentemente, essa questão está cada vez menos relevante, pois no caso das encomendas, há cada vez mais empresas privadas, inclusive estrangeiras, disputando o mercado."

Segundo ele, o que interessa, no final, é "o bom serviço à população e é isso que estamos esperando". "Mas não é uma decisão tomada."

Questionado sobre a possibilidade de privatização da Infraero, Meirelles disse que esse já é um tema mais complicado devido à grande quantidade de aeroportos em cidades pequenas, que são deficitários.

"Privatizar Congonhas é uma coisa. Privatizar a companhia que administra um grande número de aeroportos que muitas vezes são deficitários mas são importantes para aquela região, para a economia local, é outra histéria", disse.

"Isso é algo complexo que não está na mesa e não é prioritário no momento, mas o movimento geral de privatização existe", completou.

CRESCIMENTO

O ministro disse ainda que a expectativa do Banco Central de 0,7% de alta do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano "é um bom número" e já "está começando a se tornar um consenso".

"O fato concreto é que, de fato, está havendo uma revisão para cima. Esse 0,7% está começando a se tornar um consenso. Em alguns casos até quase como um piso das projeções", afirmou. O BC também prevê crescimento de 2,2% para a atividade econômica no ano que vem.

Segundo ele, a próxima revisão da Fazenda sobre o PIB também deverá vir "com viés de alta".

O ministro falou com os jornalistas após um almoço com empresários e investidores na sede do Bank of America, em Nova York. Segundo ele, os organizadores disseram que o total de ativos sob a gerência das instituições que estavam presentes no almoço chegava a US$ 12 trilhões.

Meirelles disse que a principal dúvida apresentada pelos investidores era "entender melhor a questão da recuperação". "[Queriam saber sobre] o que está impulsionando de fato o crescimento. Houve, por exemplo, um interesse muito grande quando eu disse que um dos fatores que de fato está impulsionando o consumo das famílias é a queda da inflação, que está aumentando o poder de compra", disse.

O ministro afirmou ter mencionado as denúncias contra o presidente Michel Temer apenas no contexto de que a segunda denúncia deverá ser votada na Câmara antes do que a reforma da previdência.

"Disse a eles que a nossa expectativa é que a reforma da previdência seja aprovada porque, no fundo, é do interesse de todos os partidos —inclusive os que pretendem ocupar o poder a partir de 2019— que tenha sido aprovada uma reforma da previdência", afirmou.

"A pior coisa seria um governo começar tendo que enfrentar uma reforma da previdência. Independente do que cada partido está dizendo, porque isso já faz parte do jogo eleitoral."

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