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Liliane Bettencourt, herdeira do grupo L'Oréal, morre aos 94 anos

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Liliane Bettencourt, herdeira do grupo L'Oréal e a mulher mais rica do mundo, segundo a revista americana "Forbes", morreu na madrugada desta quinta-feira (21) aos 94 anos, anunciou sua família.

"Liliane Bettencourt faleceu nesta noite em sua residência. Ela faria 95 anos em 21 de outubro. Minha mãe partiu tranquilamente", escreveu sua filha, Françoise Bettencourt Meyers, em um comunicado.

De acordo com a lista de mais ricos da "Forbes" de 2017, a fortuna de Bettencourt, que era francesa, era estimada em US$ 39,5 bilhões. Ela era considerada a 14ª pessoa mais rica do mundo.

Em 2011, a Justiça francesa colocou a bilionária sob a tutela de Françoise e de seus dois netos, ao entender que Bettencourt, que sofria de mal de Alzheimer, segundo médicos, não era mais capaz de administrar seu patrimônio.

A disputa de Bettencourt com a filha pela administração da fortuna familiar começou em 2007.

Françoise dizia que a mãe estava incapacitada intelectualmente por ter feito doações equivalentes a 1 bilhão de euros à época ao fotógrafo de celebridades François-Marie Banier.

Bettencourt estava afastada da cena pública desde 2012, quando deixou o conselho de administração da L'Oréal e também a direção do grupo.

Em comunicado, o diretor do grupo L'Oréal, Jean-Paul Agon, expressou "imensa tristeza" com a morte de Bettencourt. Ele assumiu o cargo em 2011, com a saída da bilionária do comando da companhia.

A holding familiar Thétys é a acionista majoritária da L'Oréal, com 33,05% em 31 de dezembro de 2016. Thétys é presidida pela filha, Françoise, mas Liliane Bettencourt conservava o usufruto.

A morte da bilionária abre uma nova fase para a L'Oréal, a quarta maior companhia francesa, mudando a relação com a Nestlé, um dos seus principais acionistas -a suíça tem 23% de participação na L'Oréal.

A Nestlé tinha um acordo com a família fundadora do grupo francês que determinava que as duas partes não poderiam aumentar sua participação na empresa de cosméticos enquanto Liliane Bettencourt vivesse e por pelo menos seis meses após a morte da herdeira.

A companhia suíça tem sido uma das principais investidoras da L'Oréal desde 1974, quando Bettencourt confiou quase metade de sua participação no grupo francês à Nestlé em troca de 3% na companhia suíça. Ela fez isso com medo de que a L'Oréal pudesse ser nacionalizada se os socialistas assumissem o poder na França.

Nascida em 21 de outubro de 1922, em Paris, Liliane viu a mãe, pianista, morrer quando ela tinha cinco anos. Dez anos depois, ela dava seus primeiros passos na L'Oréal. Bettencourt era considerada depositária da obra de seu pai, Eugène Schueller, fundador da empresa.

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