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Setor externo mantém ajuda no PIB do Brasil no 2º trimestre

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LUCAS VETTORAZZO E MARIANA CARNEIRO

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O setor externo continua a ter impacto positivo sobre o PIB brasileiro, mas no segundo trimestre deste ano a ajuda foi menor que a verificada de janeiro a março. As exportações cresceram 0,5% no segundo trimestre frente ao trimestre imediatamente anterior. O resultado ocorre após alta de 4,8% na exportações no primeiro trimestre do ano.

Na comparação do trimestre com igual período do ano passado, as exportações subiram 2,5%, após terem registrado avanço de 0,5% no primeiro trimestre do ano.

O IBGE divulgou nesta sexta-feira (1º) o resultado do PIB para o segundo trimestre do ano, que registrou alta de 0,2%.

Com o mercado interno ainda em busca de uma recuperação sustentável, os setores agrícolas e de commodities têm focado as vendas ao exterior.

No primeiro trimestre, quando o PIB subiu 1%, parte importante do resultado refletiu bom desempenho das exportações.

Na ocasião, o país se beneficiou de safras recordes de milho e soja, que também tiveram impacto positivo na agropecuária, já que esses são matéria-prima para a ração animal.

Além da soja e do milho, carne bovina e suína, petróleo e minério de ferro são produtos importantes na pauta de exportações brasileiras.

No segundo trimestre, porém, a força diminuiu, mas a pauta de exportações não teve grandes alterações. Agropecuária, veículos, petróleo e gás e papel e celulose foram os destaques positivos.

O país registrou em junho melhora nas vendas de produtos manufaturados, tais como tubos flexíveis de ferro e aço, máquinas para terraplanagem, veículos de carga e de passeio. Em junho, a média diária de exportações do Brasil cresceu 23,9% frente a igual período do ano passado. No primeiro semestre, o total das vendas somaram US$ 107,7 bilhões, alta de 19,3% em relação ao primeiro semestre de 2016.

Por outro lado houve queda nas importações, de 3,5% no segundo trimestre, frente ao trimestre imediatamente anterior. Na comparação anual -frente ao segundo trimestre do ano passado- houve queda de 3,3%. Desempenhos ruins de máquinas e equipamentos puxaram o indicador para baixo.

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