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Manifestação de servidores sem salário tem conflito no Rio

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Servidores ativos e aposentados do Estado do Rio, sem salário desde maio, protestaram na tarde desta terça-feira (8) contra o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão.

A marcha ocupou a frente do Palácio Guanabara, sede do governo do Rio, em Laranjeiras, na zona sul.

A passeata começou as 13h às 15h, a polícia militar lançou bombas de gás e spray de pimenta contra um grupo que forçou as grades que cercam o palácio.

Duas pessoas chegaram a ser detidas, mas já foram liberadas. Uma delas foi uma professora que chegou a romper o bloqueio policial, o que início ao conflito.

Uma professora da Faetec, a rede de escolas técnicas do Rio, decidiu se algemar às grades em protesto. Cecília Guimarães é aposentada da secretaria de Educação e servidora ativa da escola técnica.

"Eu decidi me algemar para chamar atenção pra nossa luta", disse.

"Estamos desde de maio sem receber, o governo não nos atende e dinheiro repatriado da corrupção não vai para o servidor."

Os servidores esperavam ser recebidos no palácio por algum representante do governo, mas tiveram como resposta que Pezão e a cúpula do governo estaria fora do Estado, em reuniões em Brasília.

A reação policial praticamente desfez a manifestação. Às 16h30, apenas um grupo ocupava meia pista da Pinheiro Machado.

Boa parte dos servidores, que organizaram marcha de centenas de pessoas, dispersou em razão das bombas de gás.

Um momento de tensão ocorreu quando um grupo resolveu impedir o trânsito de carros em uma rua perto do palácio. Motoristas se insuflaram contra o grupo de servidores na tentativa de furar o bloqueio.

Um homem que se apresentou como policial civil chegou a sacar uma pistola e fazer ameaças. Os manifestantes acabaram por abrir o bloqueio e o conflito não tomou proporções mais graves.

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