Economia

Brasil vai sofrer grande transformação nos próximos anos, diz Jorge Lemann

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O empresário Jorge Paulo Lemann disse nesta segunda-feira (7) que acha que "o Brasil vai sofrer uma grande transformação no ano que vem e nos próximos anos".

Em evento anual de sua Fundação Estudar, que dá bolsas a estudantes, Lemann não fez referência direta à crise de representatividade por que passa o país. Mas manifestou o desejo de que, no futuro, o Brasil tenha como presidente alguém que tenha sido bolsista da entidade.

Em 26 anos de existência, a Fundação Estudar já concedeu bolsas a mais de 650 estudantes brasileiros em universidades de ponta no país e no exterior. A instituição também oferece mentoria a estudantes com a pretensão de transmitir o que ele chama de uma "cultura de excelência" da instituição. Além de Lemann, são fundadores da entidade os investidores Marcel Telles e Beto Sicupira, comandantes de gigantes como AB Inbev e Kraft Heinz.

Lemann disse acreditar que os bolsistas e as pessoas ligadas à Fundação Estudar terão uma oportunidade grande de participarem da transformação no país, como empreendedores, como políticos ou trabalhando no setor público.

"Continuo animado com o Brasil e acho que essa transformação vai ocorrer agora, e todo esse trabalho que a Fundação Estudar tem feito vai poder contribuir para termos um país melhor dentro de alguns anos", disse o empresário.

Antes de abrir o evento para palestras de bolsistas e membros da entidade, Lemann brincou que seriam palestras de "alguns candidatos a presidente".

"Na realidade, eu espero que alguns dos bolsistas da Fundação venham a ser presidentes do Brasil no futuro e arraste um bando de outros bolsistas, porque uma das coisas em que damos muita ênfase é no networking entre esses bolsistas, para eles se conhecerem e ajudarem uns aos outros", disse Lemann.

"Se alguém for para um cargo elevado, e levar vários outros com ele, nós vamos ter um Brasil muito melhor", completou o empresário.

Pela Estudar já passaram nomes como Hugo Barra, um dos mais admirados executivos do setor de tecnologia, e Bernardo Hees, presidente da Kraft Heinz.