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UTC pede recuperação judicial para renegociar dívidas de R$ 3,4 bilhões

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Alvo da Operação Lava Jato, a empreiteira UTC Participações entrou com pedido de recuperação judicial nesta segunda-feira (17) com o objetivo de renegociar dívidas de R$ 3,4 bilhões.

Em nota, a companhia afirma que a medida visa reestruturar suas operações para dar continuidade às atividades empresariais do grupo, cumprindo com as suas obrigações junto aos funcionários, parceiros e fornecedores.

Ela atribui a necessidade da recuperação judicial à forte crise financeira enfrentada desde 2014, inicialmente por conta da grave recessão que assolou o país a partir desse período, resultando na queda da receita de contratos vigentes, decorrentes do contingenciamento de verbas de obras públicas contratadas e ao impedimento de obtenção de novos negócios com a Petrobras, por exemplo.

A empresa também diz que a medida permitirá o cumprimento das obrigações previstas no acordo de leniência com o Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) e a Advocacia-Geral da União (AGU), no último dia 10, o primeiro a ser celebrado pela CGU e pela AGU em decorrência da Operação Lava Jato.

A companhia afirma que, com o acordo de leniência, o grupo UTC não somente reconheceu seus erros e colaborou efetivamente com as autoridades, mas também se comprometeu a efetuar o ressarcimento e a reparação de danos à administração pública.

A UTC diz estar aprimorando sua governança corporativa há três anos, período em que é investigada na Operação Lava Jato.

O pedido de recuperação engloba 14 empresas do Grupo UTC: UTC Participações S.A.; UTC Engenharia S.A.; Constran S.A. Construções e Comércio; UTC Investimentos S.A.; Niterói Reparos Navais Ltda; MAPE S.A. Construções e Comércio; UTC Desenvolvimento Imobiliário S.A.; Norteoleum Exploração e Produção S.A.; Complexo Logístico, Industrial, Alfandegário Ltda; Patrimonial Volga S.A.; Iguatemi Energia S.A.; Cobrazil S.A.; Transmix Engenharia, Indústria e Comércio S.A.; e Cobrena Cia. de Reparos Marítimos e Terrestres Ltda.

O escritório Leite, Tosto e Barros Advogados e a Starboard Restructuring Partners lideram o processo de recuperação judicial.

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